BRANDS' ECOSEGUROS Na saúde e na doença?

  • BRANDS' ECO
  • 19 Novembro 2019

Se os caminhos o conduziram a estas linhas, haverá uma elevada probabilidade de fazer parte de um pequeno grupo da população que se interessa pelo tema dos seguros.

Se não for esse o caso, convido-o ainda assim a ler o que resta deste texto, na expectativa de que possa ficar melhor informado sobre as razões e consequências dessa distância que se criou. Neste contexto, debrucemo-nos sobre dois fenómenos que me parecem merecer um pouco da nossa atenção.

1. O que os académicos denominaram um dia de “informação assimétrica” diz-nos que, nas relações humanas, as partes envolvidas não dispõem em muitos casos dos mesmos dados para tomarem as suas decisões. No momento em que Alice diz sim, sucumbindo aos avanços de José para uma vida a dois sob o mesmo teto, tem menos informação que o seu companheiro relativamente ao compromisso e reais capacidades de José para tratar da roupa, da loiça e de outras obrigações domésticas. Da mesma forma que o comprador de um automóvel em segunda mão não conhece tão bem o estado da máquina como a pessoa que a está a vender. A falta de conhecimento traz incerteza e risco, mas a aquisição do conhecimento requer um tipo de investimento que nem sempre estamos dispostos a assumir.

2. O nosso cérebro é coabitado por sistemas diferentes, uns mais orientados para a satisfação de necessidades básicas e de retribuições de curto prazo; outros mais racionais e que nos permitem uma interpretação mais ponderada e mais estratégica das coisas. Sem uma estrutura mental bem preparada para lidar com os conflitos constantes entre os ditos sistemas, as tentações para privilegiarmos o hoje sobre o amanhã são enormes, mesmo sabendo nós que a construção de um futuro risonho implica ter que hipotecar por vezes uma parte do presente. Exemplo: por muito que quem tenha uma casa para arrendar saiba que viverá melhor sem um cenário de guerra com o inquilino, que mais cedo ou mais tarde dará pelas falhas do esquentador e do teto da sala que pinga quando chove, é grande a tentação de fechar de forma rápida e conveniente o contrato de arrendamento, mostrando apenas o melhor ângulo da casa. Nem sempre fazemos a coisa que sabemos ser a mais acertada.

Em suma, no íntimo sabemos bem que os bons contratos dão trabalho, embora nem sempre façamos o que reconhecemos ser preciso fazer para que as coisas saiam bem feitas. Os seguros não são excepção. Tal como nas uniões e matrimónios, seguradores e segurados, percebendo que do outro lado está alguém apostado em mostrar o seu melhor lado, devem procurar conhecer-se realmente bem e saber o que cada um tem para oferecer à relação. Importa por isso lutar contra a tentação de seguir por atalhos, evitando as perguntas incómodas ou desviando toda a nossa atenção e tempo para outros assuntos mais chamativos mas nem sempre tão importantes. Quando avançamos sem saber exatamente o que estamos a comprar, inevitavelmente algumas verdades acabarão por emergir sob a forma de problemas, trazendo desilusão, discussões acesas e não raras vezes custando uma fortuna. Tal como nos divórcios. Conheçamo-nos melhor!

Por Ricardo Azevedo, Diretor Técnico

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Na saúde e na doença?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião