BRANDS' ECOSEGUROS A transformação no sector segurador – áreas de oportunidade e de preocupação

  • ECOseguros + EY
  • 21 Novembro 2019

Luis Pinto, Associate Partner, EY, Financial Services, fala sobre a transformação digital no sector segurador.

A transformação digital no sector segurador é, tal como em muitos outros sectores de atividade, uma prioridade, que tem inclusivamente levado a algumas dissertações sobre se tal implicará a extinção total do negócio tradicional dos seguros como o conhecíamos até aqui ou antes uma nova forma de pensar e agilizar a comercialização de seguros, nas suas diversas componentes.

O caminho que se pretende trilhar traduz-se, resumidamente, na procura crescente de novos mecanismos de comunicação inseridos em plataformas online e oferta de produtos e serviços tradicionais de uma forma mais rápida e eficiente, devidamente ajustada à nova realidade económico-social. Procura-se, portanto, potenciar a facilidade de acesso a qualquer produto/serviço segurador, procurando reduzir os aspetos burocráticos que tradicionalmente “emperram” a concretização das operações.

Mas será que a transformação digital é, efetivamente, reflexo de uma reorganização estrutural do sector ou apenas a “máscara” visível de uma estrutura por vezes ainda demasiado burocrática e assente em processos e procedimentos tradicionais em que tal transformação ainda não teve oportunidade (ou possibilidade) para ocupar o seu lugar?

Será que as funções de suporte de uma Seguradora (como aliás de qualquer Instituição Financeira), essenciais no bom desempenho de uma Companhia, caminham lado a lado com as áreas que levam o negócio aos clientes ou continuam separadas e a operar a duas velocidades?

Embora por vezes esquecidas neste processo, a verdade é que tais áreas de suporte enfrentam desafios relevantes de transformação (digital) para acompanhar a face mais visível para o mercado/público em geral, de modo a endereçar as necessidades e oportunidades com que o sector segurador se depara atualmente.

Neste contexto, e em concreto no que respeita à área fiscal enquanto área de suporte, importa dotá-la de ferramentas e recursos tecnologicamente evoluídos para fazer face às (cada vez mais) exigentes demandas dos diferentes “utilizadores” da informação de natureza fiscal que processam, incluindo a Autoridade Tributária.

É certo que as Companhias já processam esta informação e dispõem de mecanismos para o seu tratamento, mas não é menos verdade que muitos desses processos foram implementados numa fase anterior e foram sendo adaptados à medida das necessidades, de forma reativa (e não proactiva) a cada alteração legislativa.

E com o ritmo crescente a que se processam as diversas obrigações que impendem sobre as Instituições Financeiras, decorrentes de uma multiplicidade de reportes de informação exigíveis, facilmente se percebe a importância que deve ser conferida a este tema.

Este novo paradigma é, assim, e também, uma oportunidade para a transformação digital estrutural das funções de suporte das Companhias, com o objetivo de minimização dos custos e maximização da eficiência das tarefas de tratamento de informação de natureza fiscal, permitindo, em simultâneo, dotar estas áreas de ferramentas analíticas para um maior controlo sobre a crescente quantidade (e qualidade) de informação fiscal a ser produzida.

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