Museu de Dresden sem seguro para roubo de 1000 milhões

  • ECO Seguros
  • 28 Novembro 2019

Como instituição pública, o museu Grünes Gewölbe não tinha cobertura para a sua coleção permanente, reservando esse investimento apenas para quando emprestam obras de arte.

As peças roubadas na segunda-feira do museu Grünes Gewölbe, em Dresden, na Alemanha, e avaliadas em 1000 milhões de dólares não estavam cobertas pelo seguro.

Segundo a Bloomberg o estado alemão da Saxónia, proprietário do museu, não tinha seguro, uma prática comum nos museus públicos pois, no longo-prazo, o valor dos prémios a pagar excede o potencial de danos.

Julia Ries, responsável pelo segmento de artes e jóias na seguradora Ergo Group AG, afirmou que embora os museus públicos façam seguros para obras de arte que emprestam a outras instituições, muitas vezes não seguram as suas coleções permanentes. “Os orçamentos dos museus públicos são limitados”, disse.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades foram roubados três conjuntos de jóias do século XVIII com diamantes, uma espada com pedras preciosas, diversos broches e medalhões e o colar de pérolas de uma rainha.

Apesar de as autoridades oficiais não terem divulgado nenhum número, o jornal alemão Bild estima em 1000 milhões de euros o valor das peças roubadas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Museu de Dresden sem seguro para roubo de 1000 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião