Entre os animais e a Notre-Dame. O sétimo número da revista Electra

  • ECO
  • 2 Dezembro 2019

À sétima edição, a revista de pensamento da Fundação EDP olha para o papel dos animais hoje e um dos acontecimentos que marcou 2019, o incêndio na catedral da Notre-Dame em Paris.

A um mês do fim de 2019, já pode fazer este balanço: a consciência do mundo animal esteve mais viva do que nunca e o incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, é um dos acontecimentos que figurará em todos os digests do ano.

“É mote para uma discussão sobre o culto do património e o seu uso político, com as visões de Salvatore Settis, arqueólogo e historiador, Carlo Pùlisci, historiador de arte, e Pedro Levi Bismarck, arquiteto e investigador”, diz a Fundação EDP. O artista português André Cepeda faz as fotos que percorrem estes textos.

Os movimentos de defesa dos animais ganham relevo no debate público no século XXI e merecem reflexão na sétima edição da Electra a partir de conceitos como humanismo, anti-humanismo, animalismo, ecologia, behaviorismo, etologia, direitos, consciência e culpa, a partir dos ensaios de autores como o sociólogo Alessandro Dal Lago, que chama a atenção para a indiferença com que o mundo animal foi sendo olhado pelos filósofos, Boyan Manchev, que escreve sobre ecopolítica e política animal, e Massimo Filippi, especialista em neurologia, sobre o que é humano e o que é animal.

Esta edição debruça-se sobre a história de Luisa Casati (1881-1957), aquela que ficou conhecida como ‘marquesa futurista’, o nome que lhe atribuiu o poeta italiano Marinetti, graças a esse ‘dom’ para adivinhar as atitudes artísticas e culturais do século XX e XXI.

Orfã aos 13 anos, Luisa e a irmã, Francesca, estavam entre as mulheres mais ricas de Itália na época. Patrona das artes, conviveu com os artistas, com destaque para os futuristas italianos, e serviu-lhes de inspiração. São vários os retratos que dela fizeram. Jack Kerouac dedicou-lhe um poema.

O portfolio leva a assinatura da artista holandesa Magali Reus. Embora seja mais conhecida como escultora, para a Electra preparou uma série de fotografias – mais de uma dezena – de flores e de camiões de entregas de flores, que são acompanhadas de ensaio do poeta e curador americano Andrew Durbin, editor na Frieze Magazine.

Ainda na fotografia, os fotógrafos e editores André Príncipe e José Pedro Cortes entrevista Hisham Mayet (cineasta, músico, investigador e fundador da editora Sublime Frequencies). A acompanhar as palavras, um ensaio visual.

A Electra, publicada em português e inglês, nasceu em março de 2018, é agora distribuída também no Brasil, e reúne trabalhos inéditos de autores portugueses e estrangeiros.

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