Alemanha e França: Fitch degrada perspetiva para setor Vida

  • ECO Seguros
  • 9 Dezembro 2019

A Fitch Ratings baixou as perspectivas (outlook) para os setores de seguro de Vida francês e alemão de ‘estável’ para ‘negativo’, justificando a revisão com o efeito negativo de taxas de juros baixas.

Segundo a agência de rating Fitch, a pressão provocada pelo efeito prolongado de juros baixos tem sido particularmente problemática na Alemanha, onde há garantias há muitos anos, e na França, onde as seguradoras podem ter dificuldades para atrair clientes para produtos alternativos sem garantias para os tomadores.

Os analistas agência de notação financeira argumentam que o declínio na rendibilidade dos títulos revelou capacidade limitada das seguradoras para cobrir garantias dos segurados apenas com a receita do investimento, apesar de irem conseguindo descer garantias em contratos mais recentes.

Dado que os rendimentos mais baixos do (re)investimento enfraquecem as posições de capital e os ganhos das seguradoras que colocam produtos de poupança com garantias de investimento, a Fitch antecipa uma deterioração nos índices de solvência das seguradoras francesas e alemãs até ao final deste ano.

No entanto, apesar da revisão no outlook, os ratings da maioria das seguradoras ainda permanecem estáveis devido a fortes posições de capital e esforços contínuos para reduzir a sensibilidade às taxas de juros.

No caso de França, a queda no rendimento dos títulos também aumentou a pressão para as companhias reorientarem o seu mix para produtos vinculados a unidades (unit linked).

A Fitch crê que a mudança será difícil, dada a aversão ao risco dos aforradores franceses, tradicionalmente mais inclinados para produtos com garantias de investimento. Como tal, a agência de classificação acredita que os fundamentos de crédito do setor de vida francês podem continuar sob pressão se as baixas taxas de juros persistirem e os produtos vinculados a unidades não conquistarem a adesão dos clientes.

Em outras partes da Europa, a perspetiva da Fitch para o setor Vida italiano permanece negativa, refletindo a exposição das seguradoras aos ‘spreads’ de crédito da dívida pública. O período prolongado de taxas de juro baixas aumentou ainda mais a pressão do capital.

Já as perspetivas do setor de seguro Vida holandês e britânico são estáveis, pois a Fitch acredita que as seguradoras holandesas tiveram sucesso na adaptação dos respetivos balanços e mix de produtos às taxas de juros baixas, enquanto as empresas do Reino Unido não apresentam, por seu lado, risco significativo de taxa de juros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Alemanha e França: Fitch degrada perspetiva para setor Vida

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião