Acordo comercial está “muito perto”, diz Trump no Twitter. S&P 500 renova máximo histórico

Wall Street começou o dia com desânimo, mas um tweet de Donald Trump, cinco minutos depois da abertura, alimentou os índices e puxou o S&P 500 para um máximo histórico.

O presidente dos EUA garantiu esta quinta-feira que está próximo um “grande acordo” comercial com a China, um anúncio que está a impulsionar as bolsas norte-americanas e que levou o S&P 500 a renovar um máximo histórico.

Foi ainda divulgada a informação de que os EUA se ofereceram para suspender as tarifas contra a China que estão programadas para 15 de dezembro, bem como eliminar parcialmente algumas das que já estão em vigor.

“A chegar MUITO perto de um GRANDE ACORDO com a China. Eles querem, e nós também!”, escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada cinco minutos após a abertura das bolsas. A mensagem fez disparar o principal índice para um recorde, mesmo depois de Wall Street ter começado o dia em baixa ligeira.

Pouco depois deste anúncio, o The Wall Street Journal (acesso pago) revelou que os negociadores dos EUA terão oferecido aos chineses novas concessões de peso para desagravar as tensões comerciais e facilitar um acordo. Entre elas está um corte para cerca de metade nos impostos de 360 mil milhões de dólares sobre as importações de produtos chineses, bem como a suspensão de um novo pacote de 160 mil milhões de dólares, que está programado para entrar vigor este domingo.

Segundo o jornal, que cita fontes próximas das negociações, estas concessões foram oferecidas aos negociadores chineses num dos últimos cinco dias. Mas, em troca, os EUA pretendem que a China se comprometa a adquirir grandes quantidades de produtos agrícolas norte-americanos, a proteger melhor a propriedade intelectual norte-americana e a garantir um melhor acesso ao setor financeiro chinês.

Wall Street liga os máximos

Face a estas informações, e no rescaldo da decisão da Fed de não alterar as taxas de juro, o S&P 500 está a ganhar 0,45%, para 3.156,14, tocando máximos históricos. O industrial Dow Jones sobe 0,46%, para 28.040,4 pontos. O tecnológico Nasdaq valoriza 0,41%, para 8.689,94 pontos. As negociações em Wall Street têm estado condicionadas, à medida que se aproxima a data para a entrada em vigor de novas tarifas sancionatórias dos EUA contra a China, pelo que os últimos desenvolvimentos são notícias animadoras para os investidores.

Tem sido mantida a esperança de que a Administração Trump anuncie a suspensão deste aumento de impostos aduaneiros para desagravar as tensões comerciais, numa altura em que os dois países tentam fechar acordo comercial de “primeira fase”. Com o tweet do presidente e as informações da imprensa, renovam-se as expectativas de um desfecho positivo para os mercados de capitais em geral e para os ativos de risco em particular.

A Caterpillar sobe 1,71%, para 146,47 dólares por ação. A Boeing, outra das empresas entre as mais sensíveis às questões comerciais, está a valorizar 0,14%, para 350,51 dólares.

Em sentido inverso, a Apple está a impedir ganhos mais elevados em Wall Street. O Credit Suisse revelou que as encomendas de iPhones na China caíram no mês passado, penalizando os títulos da tecnológica. As ações chegaram a cair 0,46%, mas estão agora a negociar em baixa de 0,26%, eliminando parcialmente as perdas.

(Notícia atualizada às 15h25 com mais informações sobre as negociações comerciais)

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