Conselho fiscal aprova orçamento do Montepio para 2020 mas deixa avisos

  • ECO
  • 13 Dezembro 2019

O conselho fiscal da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) dá "parecer" favorável ao plano de ação e orçamento para o exercício de 2020. Mas deixa alguns avisos e recomendações.

O conselho fiscal da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) dá “parecer” favorável ao plano de ação e orçamento para o exercício de 2020, o qual prevê lucros de 5,4 milhões de euros e um aumento da base de associados em 10 mil no próximo ano. Apesar de dar luz verde ao documento que vai ser votado em assembleia geral a 30 de dezembro, este órgão que fiscaliza a gestão da mutualista deixa vários alertas e recomendações.

“O conselho fiscal é da opinião que a informação prospetiva para 2020, preparada com base nos pressupostos e apresentada de forma consistente com as políticas contabilísticas adotadas pela AMMG em 2019, se encontra em condições de merecer a aprovação”, refere este órgão fiscalizador presidido por Ivo Pinho.

Dando parecer positivo ao documento, o conselho fiscal emite alguns avisos:

  • “O cenário macroeconómico que se deverá verificar em 2020 não se distingue, no essencial, do que se registou em 2019, pelo que o contexto em que se processará a atividade continuará a ser marcado por fatores adversos, mormente no âmbito da política monetária, mantendo-se negativas as taxas de juro de referência de mercado.”
  • “O conselho fiscal nota que, em 2019, se registou uma muito baixa taxa de execução das medidas tendentes ao alargamento da oferta de modalidades mutualistas no tocante a novas finalidades e modelos de proteção e previdência social. (Trata-se de uma situação que urge corrigir em 2020, conferindo-se grande prioridade (…), porque é neste domínio que se coloca uma oportunidade para o desenvolvimento de sistemas complementares de proteção e segurança social, áreas em que a AMMG detém vantagens distintivas e competitivas que devem ser exploradas.”
  • “Há outros eixos, designadamente o 3 (“Vincular os associados e aumentar as receitas associativas”) e o 6 (Aprofundar a transformação digital da AMMG”), que devem merecer particular atenção e monitoria.”
  • “No tocante aos objetivos orçamentais para 2020, nota-se, mediante observação do quadro relativo aos “objetivos de atividade associativa” que, apesar do número de associados em 2020 se afigurar algo otimista (sensivelmente mais 10.000 do que em 2019), as receitas associativas sofrem uma pronunciada quebra (-30,7%) relativamente à estimativa formulada para 2019 -456 milhões vs. 658 milhões. Trata-se, porém, de uma quebra aparente que deve ser analisada face à projeção da evolução dos custos associativos, designadamente dos vencimentos programados.”
  • “Quanto aos indicadores económico-financeiros, regista-se uma evolução desfavorável do indicador de eficiência (custos operacionais/ativo) que ascenderá em 2020, segundo a previsão, a 0,79% (contra uma estimativa de 0,72% em 2019), bem como uma ligeira redução do rácio de cobertura das responsabilidades (123,8% contra um valor estimado de 124,4% em 2019).”
  • “Também o rácio de solvabilidade (capital próprio/ativo), mantendo-se sólido, sofre, em termos previsionais, uma redução para 19,1% (que compara com uma estimativa 19,6% para 2019).”

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