Menos de um julgamento cível por mês nos tribunais reabertos em 2017

  • ECO
  • 23 Janeiro 2020

Os 21 tribunais em causa realizaram-se apenas 171 julgamentos cíveis, o dá uma média de 0,8 julgamentos por mês.

O balanço dos primeiros nove meses de julgamentos de ações cíveis nos tribunais que reabriram em janeiro de 2017 não corresponde às expectativas. O ano passado foram julgados 0,8 processos por mês, estatística à qual é preciso juntar os 2,9 julgamentos mensais de processos-crime também aqui efetuados durante o ano passado, avançou o Público (acesso condicionado).

Estes números comprovam que os tribunais fechados pela coligação PSD/CDS em 2014 e postos novamente em funcionamento, embora em formato reduzido, pelo Governo socialista, três anos depois, servem mais de balcões de atendimento ao público do que de autênticos tribunais, até porque não contam com magistrados residentes.

As opiniões dividem-se sobre se tão escassa atividade justifica as despesas de funcionamento de edifícios inteiros. Para o Ministério da Justiça, a resposta é simples: sim, uma vez que é preciso reaproximar a Justiça dos cidadãos, que em alguns casos nem sequer contam com uma rede de transportes públicos que lhes permita chegar aos tribunais das sedes de distrito à hora que lhes foi marcada.

Nos 21 tribunais realizaram-se apenas 171 julgamentos cíveis, durante este período, de acordo com dados fornecidos ao Público pelo Ministério da Justiça. Isto dá uma média de 0,8 julgamentos por mês. Em quatro destes juízos de proximidade não se realizou sequer um único julgamento cível. Foi o caso de Portel, na comarca de Évora, Armamar, na de Viseu, Cadaval (Lisboa Norte) e Mesão Frio, em Vila Real.

E noutros três tribunais apenas se realizaram dois julgamentos deste tipo ao longo de 2019. Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, e Penela, no de Coimbra, são os tribunais que se destacaram por terem tido mais atividade: respetivamente 29 e 35 julgamentos cíveis.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Menos de um julgamento cível por mês nos tribunais reabertos em 2017

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião