Receios com impacto do coronavírus afundam Wall Street. Dow Jones cai mais de 2%

O surto do coronavírus está a preocupar os investidores e a penalizar Wall Street. O S&P 500 registou a maior queda desde outubro, e o industrial Dow Jones teve o pior dia desde agosto.

Os principais índices norte-americanos terminaram a última sessão da semana com quedas expressivas, penalizado pelas preocupações com os efeitos do surto do coronavírus — que foi esta quinta-feira declarado uma emergência de saúde pública internacional pela Organização Mundial de Saúde — na economia.

O novo balanço avançado pela China revelou que o número de mortos por causa do novo coronavírus de Wuhan subiu para 213 e o número de pessoas infetadas para 9.692. A epidemia espalhou-se a mais de uma dúzia de países.

Para além das preocupações com o impacto do vírus na economia mundial, dados dos Estados Unidos mostraram um crescimento moderado no consumo e no investimento comercial, indicando que a economia deverá crescer a um ritmo mais lento este ano.

Perante este cenário, o índice de referência S&P 500 caiu 1,75% para 3.226,28 pontos, a maior queda desde outubro, acompanhando pelo industrial Dow Jones que perdeu 2,05% para 28.267,30 pontos, nesta que foi a pior sessão desde agosto. Pelo mesmo caminho seguiu o tecnológico Nasdaq, que recuou 1,53% para 9.156,62 pontos.

As companhias aéreas foram algumas das cotadas que desvalorizaram nesta sessão, depois de suspenderem voos para a China, devido ao vírus. A Delta Airlines caiu 2,40% para os 55,74 dólares e a American Airlines recuou 3,17% para os 26,84 dólares.

Nas perdas, destaque também para a Visa, que caiu 4,39% para os 198,97 dólares, depois de ter divulgado resultados abaixo da expectativas dos analistas.

A contrariar a tendência esteve a Amazon. Os títulos da tecnológica liderada por Jeff Bezos somaram 7,38% para os 2.008,72 dólares nesta sessão, depois de superar as estimativas de Wall Street nos resultados do trimestre.

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