Vodafone gasta 200 milhões para afastar 5G da Huawei

  • Lusa
  • 5 Fevereiro 2020

A decisão da Vodafone surge após a Comissão Europeia ter aconselhado os Estados-membros a limitarem ou excluírem a participação de fornecedores de "alto risco", como a Huawei.

A Vodafone vai retirar, no prazo de cinco anos, a tecnológica chinesa Huawei do núcleo da sua rede 5G na Europa, o que custará cerca de 200 milhões de euros, disse esta quarta-feira o presidente executivo, Nick Read.

Esta medida, que também irá afetar a sua rede Espanha, foi adotada após o relatório da União Europeia e da decisão do Governo britânico de retirar a equipa da Huawei do núcleo da rede 5G (quinta geração móvel), explicou o presidente executivo do grupo britânico numa conferência com analistas, no âmbito da divulgação dos resultados do terceiro trimestre fiscal.

O anúncio acontece uma semana depois de os países da União Europeia terem acordado em colocar restrições a fornecedores tecnológicos considerados “de alto risco” para a segurança, no âmbito do desenvolvimento das futuras redes 5G, embora não tenham apontado uma empresa em concreto.

A Vodafone, já no ano passado, tinha decidido parar de contratar a Huawei para o núcleo da sua rede 5G na Europa, mas agora pretende suprimi-la. No entanto, a Huawei continuará com a operadora como fornecedora de rádio.

Uma decisão similar foi adotada pela espanhola Telefónica em dezembro, quando informou que tinha previsto reduzir progressivamente, até eliminar da sua rede 5G, a Huawei. A Telefónica também vai continuar a trabalhar com a Huawei, mas em outras áreas do 5G.

Em 31 de janeiro, o operador de telecomunicações francês Orange anunciou que tinha contratado as europeias Nokia e Ericsson para o desenvolvimento da sua rede 5G em França, um contrato que era aspirado pela Huawei.

A Huawei tem estado na mira dos Estados Unidos, que consideram que a empresa chinesa constitui uma ameaça à segurança das redes 5G.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vodafone gasta 200 milhões para afastar 5G da Huawei

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião