Berkshire com lucros recorde. Buffett tem 128 mil milhões para aquisições de empresas

  • ECO
  • 24 Fevereiro 2020

Oráculo de Omaha ganhou milhares de milhões de dólares com os máximos históricos das bolsas americanas. Diz que faltam oportunidades para grandes aquisições.

Warren Buffett apresentou lucros recorde. A Berkshire Hathaway obteve um resultado líquido de 81,4 mil milhões de dólares (75,2 mil milhões de euros) em 2019, apesar da guerra comercial. Perante estes resultados, o Oráculo de Omaha (como é conhecido) viu o dinheiro em caixa da sua companhia aumentar para 128,2 mil milhões de dólares, depois de mais um ano em que voltou a não fazer qualquer aquisição.

Só no último trimestre do ano, o resultado líquido situou-se nos 29,16 mil milhões de dólares, acima do esperado pelos analistas. É um resultado que compara com os prejuízos de 25,39 mil milhões registados um ano antes.

Apesar das tensões comerciais e tarifas, a Berkshire beneficiou do consumo nos EUA, cuja resiliência ajudou a economia americana a ter um melhor desempenho do que o previsto no ano passado. E puxou os índices norte-americanos para novos máximos históricos.

“Se as taxas de juro atuais prevalecerem nas próximas décadas, e se os impostos também permanecerem em níveis baixos, é quase certo que as ações terão um desempenho muito melhor no longo prazo do que as obrigações“, disse Buffett na tradicional carta enviada aos investidores.

A Berkshire, “holding” com mais de 90 negócios, desde o setor segurador, transportes ferroviários, vestuário, energia e imobiliário, entre outros, tem fortes investimentos no mercado acionista, com posições em empresas de referência mundial como a Coca-Cola, Apple, Kraft Heinz ou American Express.

Liquidez aumenta. Não há compras

Perante os lucros recorde, a posição de liquidez da Berkshire aumentou ainda mais no último ano. A empresa de Buffett tem, atualmente, 128,2 mil milhões de dólares no balanço, à espera de oportunidades de investimento.

Há anos que a Berskshire não faz qualquer grande aposta. A última foi em 2016, quando pagou 32,1 mil milhões de dólares pela fabricante de componentes para a aviação, a Precision Castparts. Desde então, não houve compras, com o famoso investidor a lamentar a sua incapacidade para encontrar grandes empresas para comprar.

Buffett preparado para a transição

Na esperada carta anual aos investidores, Warren Buffett aproveitou, além de apontar para o mercado acionista como a grande aposta, para deixar uma mensagem de conforto para os acionistas, assegurando-os de que ficarão em boas mãos quando abandonar definitivamente a Berkshire.

Buffett, de 89 anos, tem vindo a passar a gestão de vários negócios da “holding” para outros gestores. “O Charlie [Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway] já entrámos na ‘zona urgente’ há muito tempo”, escreveu Buffett, apontando para a avançada idade de ambos. “Não são notícias propriamente boas para nós, mas os acionistas da Berkshire não precisa de preocupar-se: a vossa empresa está 100% preparada para a nossa partida”, atirou.

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