Ranking: VidaCaixa reforça liderança em seguradoras ibéricas

  • ECO Seguros
  • 1 Março 2020

Na lista das maiores da península ibérica, a seguradora espanhola do Caixabank que em Portugal controla a BPI VeP, reforça a liderança. Nove grupos portugueses continuam no top 40.

A VidaCaixa, seguradora do grupo Caixabank, reforçou a liderança no ranking ibérico das seguradoras, elaborado por ECOseguros, com base em dados da APS para Portugal e da ICEA para Espanha. A lista dos maiores grupos seguradores sofreu alterações de 2018 para 2019 devido à menor ou maior exposição dos grupos à quebra de vendas dos produtos financeiros do ramo Vida em consequência do clima continuado de baixas taxas de juro.

Analisando o top 40 das seguradoras ibéricas, 31 são empresas espanholas e 9 portuguesas, tal como em 2018. Em relação às que operam sob supervisão da ASF, a Fidelidade baixou ao 5º lugar do ranking ibérico por troca com a Allianz Espanha. A Ageas (na Iberia só está em Portugal) manteve o 11º lugar, as seguradoras do grupo Santander em Portugal baixaram do 18º para o 23º lugar, Seguradoras Unidas ganharam um lugar para 21º e o BPI Vidas e Pensões deu um salto de 30º para 22º lugar, devido ao seu crescimento contraciclo de 61% na produção que já representa quase 10% do valor obtido pela sua empresa-mãe, a CaixaVida, do grupo espanhol Caixa, líder do ranking ibérico.

A Zurich Portugal também protagoniza uma subida de 34º para 25º lugar das ibéricas e conseguiu um quarto da produção da sua irmã espanhola que perdeu um lugar no ranking geral após uma quebra de 16,6% nas suas vendas. A GNB, neste último ano em que se apresenta assim (no próximo ano serão entidades separadas: Gamalife, da APAX, e GNB Seguros do Crédit Agricole), ganhou três lugares para 30º, enquanto a Allianz Portugal desceu do 24º para o 31º lugar. A Lusitania manteve o 37º lugar apesar de uma subida significativa de 13% na produção durante o ano passado.

No topo da tabela também se deu uma troca entre a Zurich Espanha e a Catalana Occidente que, em 2019, subiu ao 6º lugar do ranking ibérico.

Em termos nominais a produção de prémios de seguro direto em Espanha praticamente estagnou em 62,47 mil milhões de euros, enquanto em Portugal existiu uma redução para 12,2 mil milhões. Nos habituais rácios utilizados para medir a securitização de um país, no índice de penetração, que compara a produção de seguros com o PIB, Portugal baixou de 6,5% em 2018 para 5,9%, enquanto Espanha apenas baixou de 5,2% para 5%. Para o índice de densidade, outro indicador utilizado à escala de um país para efeitos comparativos e que divide a produção pela população, Portugal apresenta agora o valor 1.188 euros per capita (em 2018 eram 1279 euros), enquanto Espanha se mantém em cerca de 1.331 euros per capita.

Dado significativo para o mercado e para a concorrência, continua a ser a concentração de seguradoras e a diferença entre Portugal e Espanha é bastante acentuada: os 3 maiores grupos de Portugal concentram 50% (33% em Espanha), os 5 maiores têm 64% das vendas (43% em Espanha) e os 10 maiores 86% em Portugal e apenas 63% em Espanha. Também o número de incumbentes é bastante diferente: A ICEA, organismo estatístico espanhol, identifica em Espanha 101 grupos proprietários de 152 seguradoras. Já em Portugal, ECOseguros identifica 42 grupos com 68 seguradoras ativas em 2019, entendendo-se por grupos as entidades que, mesmo com apenas uma seguradora, dispõe teoricamente de governo e poder de decisão autónomo.

Como a VidaCaixa cresceu 4,4% em cenário de baixas taxas de juro

No ranking ibérico a VidaCaixa reforçou a sua liderança aumentando a sua liderança para a Mapfre, segundo maior grupo que apenas cresceu 0,6% apesar de ter acrescentado a Caja Granada Vida y Caja Murcia Vida que antes pertenciam ao Grupo Aviva.

Escritórios da VidaCaixa em Barcelona: A seguradora tem 5,2 milhões de clientes em Espanha e Portugal, sendo a maioria particulares, conta com um milhão de clientes entre grandes empresas e 300 mil entre PME’s e profissionais liberais.

A VidaCaixa é a companhia de seguros do ramo vida detida a 100% pelo Caixabank e centra a sua atividade no negócio de seguros de vida e fundos de pensões em Espanha tendo obtido prémios no valor de 8.582 milhões de euros em 2019, o que representou 4,4% mais. Em Portugal controla 100% da BPI Vida e Pensões desde dezembro de 2017, quando o Banco BPI vendeu a totalidade da participação, após integração do banco português no grupo espanhol Caixabank. Em Espanha ainda controla 49,92% do capital da SegurCaixa Adeslas, cujo controle é assegurado pela Mutua Madrilena (3ª no ranling ibérico), que no ano passado integrou a Antares e assegura a exploração dos ramos Não Vida.

Durante o ano passado VidaCaixa cresceu acima do mercado e obteve lucros líquidos de 795 milhões de euros, um valor superior em 20% ao registado em 2018.

Os dados do grupo espanhol foram salientados por Javier Valle, conselheiro diretor geral da VidaCaixa: “Conseguimos uma extraordinária rentabilidade, ao mesmo tempo que melhorámos a nossa ação em investimento responsável”, concluiu.

Os principais indicadores fornecidos pela Vida Caixa indicam:

  • Que foram realizados novos avanços em investimento sustentável, tendo a seguradora repetido a obtenção da nota A+ em Estratégia e Bom Governo, segundo os Princípios de Investimento Responsável preconizados pela ONU;
  • O negócio de risco caiu 3,3% devido a um crescimento extraordinário de 2018, mas ficou acima dos mil milhões de euros registados nessa altura;
  • Os recursos sob gestão ascenderam a 93 mil milhões de euros, mais 10% que no ano anterior. Uma gestão ativa dos investimentos proporcionou uma revalorização do património que se refletiu nos resultados;
  • Do total de recursos, 54,7 mil milhões de euros correspondem a seguros (+8,4% em relação a 2018), cerca de 30,6 mil milhões a fundos de pensões e similares (+15,2%) e 7,648 mil milhões ao BPI Vida e Pensões (+10,4%);
  • A seguradora transferiu para os seus clientes 3,9 mil milhões de euros em prestações relativas a pensões, reformas e seguros de risco;
  • O grupo VidaCaixa tem 5,2 milhões de clientes em Espanha e Portugal, sendo a maioria particulares, conta com um milhão de clientes entre grandes empresas e 300 mil entre PME’s e profissionais liberais;
  • Lidera em Vida em Espanha com 28% de quota de mercado e 25% em planos de pensões;
  • Em Portugal o BPI Vida e Pensões é a terceira maior em seguros de Vida e planos de pensões com uma quota de mercado de 14,2% e 11,9%, respetivamente.
  • O rácio de solvência II, no final do ano de 2019, é de 169% sobre o capital requerido;
  • A explicação para o crescimento da produção está no incremento de produtos de renda vitalícia, dos produtos com investimento unit linked, dos planos de pensões individuais e dos negócios de empresas cujos prémios cresceram 83%.

Com base em Espanha ou em Portugal, são estes os 40 maiores grupos a atuar na península ibérica, de acordo com dados relativos à produção de seguro direto no ano de 2019, fornecidos pela APS para Portugal e pelo ICEA para Espanha e compilados por ECOseguros.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Ranking: VidaCaixa reforça liderança em seguradoras ibéricas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião