Executive Breakfast ECOseguros/EY: Os seguros em 2030

  • ECO Seguros
  • 5 Março 2020

Responsáveis pelo marketing das principais seguradoras reuniram em Lisboa para debater o futuro dos seguros. Foi o primeiro Executive Breakfast realizado por ECOseguros e pela EY.

O desafio foi lançado por ECOseguros aos responsáveis de marketing das principais seguradoras a atuar em Portugal: Discutir o futuro dos seguros, sabendo ser dado adquirido que o cliente já é o foco do interesse dos convidados, com protagonistas de uma indústria em fase de reinvenção.

Sérgio Ferreira e Jorge Teixeira da Silva, consultores da EY especialistas no mercado dos seguros e na estratégia de seguradoras, foram coanfitriões do primeiro Executive Breakfast promovido por ECOseguros, uma manhã de trabalho e reflexão para procurar certezas e caminhos para estar competitivo na indústria a um horizonte de dez anos.

O foco esteve em “O Futuro Consumidor Hoje”, desenvolvendo-se as ideias através de Imaginar o Futuro (Qual será a experiência de cliente para a qual as seguradoras deverão estar a pensar?), Moldar o Futuro (transformando insights em ideias para construir os conceitos para o futuro) e Criar o Futuro (Selecionar e conceptualizar um conceito-chave de inovação na experiência do cliente).

Competiu a Sérgio Ferreira e Jorge Teixeira da Silva dinamizar um grupo de luxo no marketing segurador em Portugal: Alexandra Catalão (Ageas Seguros), André Taxa (Seguradoras Unidas/Tranquilidade), António Carlos Carvalho (Lusitania), Artur Lucas (Zurich), Cristina Melo Antunes (Santander), Isabel Semião (BPI Vida e Pensões), José Francisco Duarte Neves (Allianz), Kathrin Schneider (Innovarisk/Hiscox), Susana Fava (CA Vida) e Susana Pascoal (Victoria).

Os 12 Protagonistas do Executive Breakfast ECOseguros/EY

A regra fundamental deste encontro foi criada em 1927 pelo think tank Chatham House: “Tudo o que for dito é citável, mas nada pode ser atribuído (a um participante identificado)”.

Seguindo este princípio, divulgamos alguns comentários, opiniões ou explicações avançadas durante o Executive Breakfast ECOseguros/EY.

Conclusões preliminares:

  • Comandos por Voz/sensibilidade a sons serão modo de viver no futuro;
  • Novos padrões de vida, novos hábitos de consumo e, logo, novas necessidades, vão gerar um novo nexo na relação seguro-tomador;
  • Saúde molda novas soluções de seguro. Análise fácil e permanente do DNA será fundamental para todas as escolhas alimentares;
  • Ciclo de vida terá de ser acompanhado. Os 70 anos de hoje não serão iguais aos 70 anos de quem tem hoje 50. O comportamento face à tecnologia será semelhante em todas as gerações dentro de 20 anos;
  • Existirão clientes muito mais velhos de idade que também serão clientes ativos;
  • Necessidade de bem recolher e gerir big data. Tal como está, o RGPD está a limitar o futuro;
  • As ofertas de produtos no futuro terão sempre de ter em conta sustentabilidade do Planeta nas vertentes Trabalho, D&O e Ética, compromissos de descarbonização, capital verde, etc;
  • Os produtos atuais não servem os clientes. Estes querem – talvez – coberturas, mas querem serviços associados;
  • Necessidade extrema de personalização de serviço e empatia. O mediador deve ser visto como um personal insurer advisor;
  • Como ativar Ecossistema Vida? (Reflexão que inclui Trabalho, Saúde, Alimentação, Viagem, Compras). Junta ao raciocínio a experiência e jornada do cliente e a necessidade ou oportunidade do seguro;
  • O tempo, a gestão do tempo dos clientes será fundamental, o triunfo da Uber deve-se à previsibilidade temporal na execução do serviço;
  • Nem todas as seguradoras presentes estão em contacto permanente com insurtechs;
  • Responsáveis de marketing terão de testar soluções não lógicas para a sua oferta. A lógica levará todos os concorrentes a encontrar as mesmas soluções. Desse modo, a diferenciação será só no preço;
  • A gestão das expectativas dos clientes é fundamental, deve-se investir no momento final da necessidade do consumidor, quando utiliza o serviço ou produto pelo qual pagou.
  • Os novos players de fora do setor estão a enfrentar dificuldades nas renovações dos contratos e na resolução de incidentes e sinistros. As seguradoras estão mais preparadas para dar resposta eficaz nesses momentos.

Todos estes temas serão desenvolvidos por ECOseguros no futuro.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Executive Breakfast ECOseguros/EY: Os seguros em 2030

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião