BRANDS' ECO Quais as melhores estratégias para investir?

  • BRANDS' ECO
  • 9 Março 2020

Com as taxas de juro em níveis mínimos, quais as melhores estratégias para investir e para fazer crescer o meu património a longo prazo? João Cordeiro de Sousa, da Proteste Investe, explica.

No atual cenário de taxas de juro em níveis mínimos, que está em vigor não apenas em Portugal mas também nos mercados de obrigações da zona euro e dos Estados Unidos, iremos indicar as melhores estratégias para investir e fazer crescer o seu património a longo prazo.

Quem colocar o seu dinheiro nos depósitos a prazo irá certamente perder valor real do capital aplicado. Isto, porque as taxas médias de mercado ficam muito abaixo da inflação para este ano. Com efeito, a média dos depósitos a prazo a 12 meses está em 0,1% líquidos, enquanto a inflação estimada é de 0,9 por cento (previsão do Banco de Portugal para 2020).

Por isso, coloque em depósitos a prazo apenas o dinheiro que irá precisar a curto prazo ou o necessário para constituir o seu fundo de emergência ou fundo de maneio que lhe permita fazer face a despesas inesperadas ou imprevistas, como as relacionadas com doenças ou despesas de saúde inesperadas, desemprego, etc… Em regra, consideramos adequado um montante entre 4 a 6 salários do agregado familiar.

Depois, tendo em conta o seu perfil e o prazo da aplicação, deverá adequar os investimentos com a liquidez necessária e o nível de risco adequado ao perfil e ao objetivo pretendido mas não descure o rendimento.

Sobretudo num horizonte de longo prazo (cinco ou mais anos) não deve descurar a rentabilidade, a qual irá ter um grande impacto no valor acumulado no final do prazo. Por isso, coloque risco e rendimento na mesma balança.

As ações são o produto indicado apenas para aqueles que têm um longo horizonte de tempo (mínimo de cinco anos) e o capital necessário para investir no âmbito de uma carteira diversificada (mínimo de 10 a 15 títulos de diferentes mercados e setores de atividade).

Terá de estar atento ao dia-a-dia das bolsas e partilhar as alegrias e as tristezas sobre a atividade das empresas em cujas ações investiu o seu dinheiro. Por sua vez, os fundos de investimento que seguem uma estratégia mista de alocação de ativos entre ações e obrigações podem ser um bom equilíbrio entre risco e rendimento.

Os fundos são o instrumento de investimento democrático por excelência. Os resultados dos fundos dependem sobretudo dos mercados em que investem. Mas, mesmo dentro de cada categoria, a qualidade da gestão dos fundos e os encargos associados resultam em diferentes níveis de rendimento. Por onde começar?

Constituir a sua própria carteira de fundos poderá ser uma tarefa muito trabalhosa. No comparador de fundos da Proteste Investe encontra uma seleção de fundos, com os respetivos desempenhos e conselhos. Contudo, investir diretamente em mais de uma dezena de fundos, calibrar os seus pesos respetivos na carteira, bem como acompanhar a sua evolução e aplicar as nossas alterações de conselhos poderá ser uma tarefa trabalhosa.

Outro caminho bem mais simples é seguir as nossas estratégias de investimento a longo prazo, que assentam no potencial dos mercados financeiros e cujos resultados têm sido muito positivos, através dos fundos Optimize Selecção que replicam as nossas carteiras nas modalidades defensiva, base (Equilibrada) ou agressiva.

Este é um dos temas que vamos abordar no próximo dia 26 de março num evento dedicado à poupança e ao investimento.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quais as melhores estratégias para investir?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião