Von der Leyen apela a acordo urgente sobre orçamento da UE 2021-2027

  • Lusa
  • 9 Março 2020

A presidente da Comissão Europeia alertou para que, sem um novo orçamento, o bloco não estará em condições de responder adequadamente às atuais crises, nomeadamente o surto do novo coronavírus.

A presidente da Comissão Europeia apelou esta segunda-feira aos Estados-membros que cheguem urgentemente a acordo sobre o orçamento plurianual, advertindo que, sem um compromisso agora, a União Europeia não estará em condições de responder adequadamente às atuais crises.

Numa conferência de imprensa de balanço dos primeiros 100 dias de mandato do seu executivo comunitário, Ursula von der Leyen destacou os atuais “desafios imprevistos” com que a UE se confronta, designadamente o surto do novo coronavírus e a crise de refugiados nas fronteiras externas, para sublinhar a urgência de a União se dotar de um novo quadro financeiro plurianual que lhe permita dar resposta a estas crises.

“Nestes tempos difíceis, todos sentimos que as pessoas e os Estados-membros estão a pedir mais Europa. Que [a UE] atue mais, que atue mais nas fronteiras, no apoio às migrações, a nível do coronavírus, no apoio macroeconómico. Mas sem um novo orçamento, não estaremos em condições de responder de forma apropriada”, alertou.

Lembrando que o atual quadro financeiro [2014-2020] “está quase a terminar”, a presidente da Comissão apontou que, olhando para os desafios que a Europa tem pela frente, tais como o impacto do surto de Covid-19 na economia europeia, a margem de flexibilidade “para agir em situações de crise como as atuais” está a esgotar-se.

“Por isso, apelo urgentemente aos Estados-membros que encontrem agora um acordo sobre o Quadro Financeiro Plurianual. Já é muito tarde e precisamos mesmo de um acordo agora sobre o orçamento para os próximos sete anos”, reforçou.

Os chefes de Estado e de Governo da UE falharam um acordo sobre o orçamento pós-2020 no Conselho Europeu celebrado em Bruxelas em 20 e 21 de fevereiro, com os 27 a rejeitarem liminarmente a proposta orçamental colocada sobre a mesa pelo presidente do Conselho, Charles Michel.

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