Salário de Mexia encolheu. Recebeu 2,16 milhões de euros da EDP

António Mexia ganhou menos no ano passado. O "cheque" foi de 2,16 milhões de euros num ano em que mais cinco gestores receberam um salário bruto acima do milhão de euros.

António Mexia recebeu menos, mas não o suficiente para deixar de ser o gestor mais bem pago do país. Somando remuneração fixa com a variável, mas também a variável plurianual, o presidente executivo da EDP arrecadou mais de dois milhões de euros brutos.

De acordo com o Relatório e Contas de 2019 enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ano em que a EDP apresentou lucros de 519 milhões de euros, uma quebra de 1% face a 2018, o montante pago pela elétrica ao seu CEO encolheu em 1,5%. De 2.198.992 euros de rendimento bruto, o “salário” passou para 2.166.463 euros.

Só parte deste valor corresponde, contudo, ao ano passado. A remuneração fixa referente a 2019 fixou-se nos 1.015.024 euros, aumentando face aos 970.213 euros auferidos em 2018, tal como aconteceu com a remuneração variável plurianual, que tinha ascendido a 626.928 euros no ano anterior, e aumentou para 826.407 euros.

A grande diferença no rendimento de Mexia, que justifica que o saldo global tenha encolhido, embora muito residualmente, está na remuneração variável anual, que passou de 601.715 euros para quase metade: 325.032 euros.

A redução de rendimento de Mexia está em linha com o que aconteceu na totalidade do conselho de administração executivo da elétrica, que passou de 11.303.658 euros em 2018 para 11.055.006 euros no ano passado.

Se Mexia arrebatou quase um quinto do valor gasto pela EDP com a comissão executiva, houve outro gestor a ficar com uma “fatia” expressiva da remuneração paga ao Conselho Executivo: Manso Neto.

O CEO da EDP Renováveis recebeu um total de 1.476.632 euros no ano passado, um valor bruto muito semelhante ao auferido no ano anterior. A remuneração fixa aproximou-se dos 700 mil euros, com a variável a cifrar-se em 220 mil euros. O grande impulso para o salário do gestor veio da remuneração plurianual — relativa à avaliação de desempenho para o período de 2015-2017 — que ascendeu a 571 mil euros.

Além de Mexia e Manso Neto, houve mais quatro gestores a receberem mais de um milhão de euros, antes de impostos. Miguel Stilwell de Andrade, António Fernando Melo Martins Costa, Rui Manuel Rodrigues Lopes Teixeira e João Manuel Veríssimo Marques da Cruz superaram todos esta fasquia.

Marques da Cruz auferiu 1.022.289 euros, sendo que para superar o milhão de euros contou também com os 240 mil euros através da EDP – Ásia Soluções Energéticas, sociedade em detida pela EDP

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