Medidas apresentadas pelo Governo “não são suficientes”. Imobiliário pede uma “linha de crédito particular”

O imobiliário está insatisfeito com as medidas apresentadas pelo Governo para fazer face às consequências do coronavírus, defendendo que estas não protegem as empresas do setor.

O Governo apresentou esta quarta-feira um conjunto de medidas económicas para fazer face à pandemia mas, para o mercado imobiliário, estas não são suficientes, nem protegem as empresas do setor. Assim, a associação que representa as empresas imobiliárias pede uma linha de crédito particular, justificando que “o imobiliário é um dos principais responsáveis pela recuperação da economia”.

“O imobiliário nunca é bem tratado. Apesar de todo o trabalho que temos desenvolvido e da importância que, comprovadamente, revelamos ter no panorama económico nacional, continuamos a ser tratados como os maus da fita a quem só se atribuem as culpas de tudo o que acontece“, começa por dizer o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), citado em comunicado.

“Foram promovidas medidas específicas para a restauração, turismo e indústria, por exemplo, mas o imobiliário também tem de ser incluído neste cenário com uma linha de crédito particular para o setor“, continua, explicando que “as empresas não vão conseguir liquidez neste período que obriga ao isolamento social”.

Afirmando que, neste momento, o mercado pode até nem ser prioritário, Luís Lima diz que “quando vier o tsunami económico”, não tem dúvidas de que, “mais uma vez”, o imobiliário será “um dos setores chave” para ajudar o país a recompor-se. “Precisamos de ser respeitados e acarinhados por quem nos governa, e merecemos esse reconhecimento, que neste momento tem de ser feito através do apoio a estas empresas”, reforça.

Para o representante das empresas imobiliárias, “o imobiliário é um dos principais responsáveis pela recuperação da economia nacional” e, neste momento, “mais de 40 mil pessoas dependem diretamente deste setor”. No ano passado, disse, estima-se que o imobiliário tenha gerado mais de 27 mil milhões de euros de investimento direto, dos quais cerca de 19 mil milhões foram da responsabilidade das empresas de mediação imobiliária.

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