Mundo depois do Covid-19? São estas as 10 tendências

Ainda que possa parecer estranho ou longe da realidade, o mundo mudou num curto espaço de tempo e os negócios estão a mudar com ele. 10 tendências para o pós-Covid-19.

Em tempos de pandemia surgem sinais, mudanças nos comportamentos que aceleram em massa e que obrigam a repensar os modelos das organizações. A plataforma Trendwatching avança com 10 tendências, em diferentes indústrias, que vão crescer radicalmente por influência direta do coronavírus.

Se algumas das tendências pareciam longe de se tornarem mainstream num curto espaço de tempo, o vírus que nos levou ao isolamento, parece agora torná-las em comportamentos normais, numa questão de meses ou semanas. Sinal do que vamos valorizar num mundo pós-coronavírus.

1- VIRTUAL EXPERIENCE ECONOMY – Já vivíamos na chamada “Economia das Experiências”, mas agora passará a ser virtual e imersiva. Com festivais e campeonatos de futebol cancelados e espaços como museus encerrados, o vazio na vida das pessoas será interrompido através da tecnologia. No domínio virtual, as redes sociais e os esports eram até hoje sinais da nossa presença e status social, mas vamos ver um aumento das experiências virtuais em setores como o turismo e o retalho.

2 – SHOPSTREAMING – O comércio eletrónico funde-se com as transmissões ao vivo e deverá ser a nova realidade das compras online: interativas, experimentais e em tempo real. Foi o que aconteceu no mercado chinês no pico da epidemia – o crescimento do mercado live streaming, numa mistura de entretenimento, comunidade e comércio, o certo é que o comércio eletrónico irá mudar.

3 – VIRTUAL COMPANIONS – À medida que nos vamos habituando a assistentes digitais e chatbots, crescem as nossas expectativas. Vamos começar a procurar companhias virtuais personalizadas que nos possam entreter, educar, curar e até com quem criamos amizade.

4 – AMBIENT WELLNESS – Os dias são de novos hábitos de higiene em especial no cuidado com a desinfeção das mãos, e mesmo depois da crise que se vive em termos de saúde pública, vamos continuar a querer esse sentimento de segurança. Uma oportunidade de negócio para todos os que incorporem essa ideia nos seus espaços físicos, viver em ambientes saudáveis vai passar a ser uma das prioridades dos consumidores.

5 – M2P (MENTOR TO PROTÉGÉ) – O eterno desejo humano de ter mais conhecimento. Com o número de horas que passamos on-line a aumentar com o isolamento, vai nascer a vontade de se usar parte desse tempo de forma mais produtiva, e vamos assistir ao boom de plataformas que nos ligam a professores, especialistas e mentores para ganharmos novos skills.

6 – A-COMMERCE – A inteligência artificial liga-se ao comércio e vai crescer a procura de interação sem contacto, convergindo com os avanços da robótica. É a chegada de uma nova geração de comércio automatizado.

7 – THE BURNOUT – Ainda antes desta crise global provocada pelo coronavírus, já vivíamos em clima de medo e angústia de uma crise económica, pressionados por uma competição social permanente, com a preocupação com a questão do clima. O vírus acrescenta angústia mental a todos nós, pelo que, vamos receber de braços abertos todos os negócios que possam melhorar o nosso bem-estar mental.

8 – OPEN SOURCE SOLUTIONS – Chamam-lhe “uma nova e ousada fronteira para a sustentabilidade”, quando se partilha e distribui soluções inovadoras para problemas difíceis. O coronavírus deixa-nos a pensar que as melhores empresas são aquelas que colaboram generosamente umas com as outras e com outras pessoas.

9 – ASSISTED DEVELOPMENT – Será um dos resultados do tempo que passámos em casa em isolamento. Muitos de nós vamos procurar skills que muitas vezes nos esquecemos com a corrida do dia-a-dia, como cozinhar para nós próprios. É verdade que irá continuar a crescer a economia do on-demand, mas ao mesmo tempo, quando a crise passar, alguns de nós iremos descobrir o que gostamos realmente de fazer em casa.

10 – VIRTUAL STATUS SYMBOLS – De acordo com a investigação da plataforma especialista em tendências, somos uma sociedade obcecada com o status. Os tempos passaram a ser de bens virtuais, com as novas tecnologias (AR e blockchain…), com o crescente desejo de um consumo mais sustentável e com este isolamento forçado, o reconhecimento dos bens virtuais afirma-se como um símbolo de status genuíno em diferentes industrias e geografias. E não será apenas entre os jovens consumidores e os videogamers.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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