Dow Jones tem a melhor sessão desde 1933

Os principais índices norte-americanos fecharam com fortes ganhos esta terça-feira, animados pela perspetivas de um pacote de estímulos de 2,5 biliões de dólares nos EUA.

Depois de vários dias de perdas sucessivas, as bolsas norte-americanas regressaram aos ganhos, depois de no dia anterior terem fechado com perdas em torno dos 2%, e à boleia da perspetiva de novos estímulos económicos no valor de de 2,5 biliões de dólares.

O índice de referência S&P 500 somou 9,34% para 2.446,38 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq valorizou 7,95% para 7.405.95 pontos. O industrial Dow Jones seguiu pelo mesmo caminho, avançou 11,27% para 20. 687, 32 pontos, a melhor sessão desde março de 1933, de acordo com a CNBC.

Seguindo a tendência que se verificou nas praças europeias, os investidores reagiram positivamente à notícia de que o Senado estará prestes a aprovar estímulos fiscais de 2,5 biliões de dólares numa tentativa de salvar as negociações no Senado após o plano inicial não ter sido aprovado esta segunda-feira.

“O estímulo fiscal é absolutamente necessário porque afeta diretamente o consumidor. Os gastos do consumidor e a confiança do consumidor é o que está impulsionar a economia dos EUA”, aponta Nancy Perez, manager de carteiras da Boston Private Wealth, em Miami, citada pela Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

O Presidente dos Estados Unidos disse temer que a recessão económica faça mais mortes do que a pandemia, anunciando a possibilidade de atenuar as medidas de contenção da propagação do novo coronavírus. “Podemos perder várias pessoas por causa da gripe. Mas corremos o risco de perder mais pessoas ao mergulhar o país numa recessão ou depressão grave”, apontou Donald Trump, referindo-se à possibilidade de a crise provocar “milhares de suicídios”.

A Boeing esteve entre as empresas que mais se destacaram, fechando a sessão a somar 13,33% para 623 dólares. Esta terça-feira o diretor-executivo da fabricante de aronaves disse que prevê que o avião 737 Max, responsável por dois acidente fatais, regresse aos céus ainda este ano.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dow Jones tem a melhor sessão desde 1933

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião