Carga movimentada nos portos em Portugal cai 9,7%

  • Lusa
  • 25 Março 2020

Esta quebra é “explicada maioritariamente” pela carga contentorizada e carvão no Porto de Sines, bem como pelos produtos agrícolas nos portos de Lisboa e Aveiro.

O volume de carga movimentada nos portos em Portugal Continental caiu 9,7% em janeiro, para 7,5 milhões de toneladas, na comparação com igual mês do ano anterior, revelou esta quarta-feira a AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Esta quebra é “explicada maioritariamente” pela carga contentorizada e carvão no Porto de Sines, bem como pelos produtos agrícolas nos portos de Lisboa e Aveiro, que, no conjunto, representaram “uma queda de cerca de 1,23 milhões de toneladas, correspondente a 79,8% do total das quebras observadas nos vários mercados”, justifica a AMT em comunicado.

Já o petróleo bruto e os produtos petrolíferos, nos portos de Sines e Leixões, e ainda os outros granéis sólidos, no Porto de Aveiro, representaram aumentos na ordem das 590,7 mil toneladas no seu conjunto, correspondendo a 80,3% do volume total das subidas registadas no período em análise.

O documento refere ainda que, no caso de se considerar o comportamento dos portos em termos globais, independentemente da tipologia de carga movimentada, são de destacar as quedas no Porto de Setúbal (-18%), Lisboa e Sines (ambos com -17%), com diminuições, respetivamente, de 94,8 milhões de toneladas, 164,7 milhões e de 762,4 milhões de toneladas.

Acresce ainda, embora com menor expressão em termos de queda, o Porto de Aveiro. Os portos de Leixões, Figueira da Foz, Faro e Viana do Castelo são aqueles que registaram subidas no período em apreço.

Os dados da ATM permitem concluir que, em janeiro, o Porto de Sines, em termos de volume global de carga movimentada, liderou, com uma quota de 50,5% do total, embora inferior em 4,3 pontos percentuais na comparação com igual mês do ano passado.

No segundo lugar surge o Porto de Leixões, com uma quota de 24%, seguindo-se os portos de Lisboa (10,6%), Aveiro (6,4%), Setúbal (5,9%) e Figueira da Foz (2,2%), sendo de destacar que, pela primeira vez, o Porto de Aveiro se posicionou no quarto lugar ao nível do volume de movimentação de mercadorias, ultrapassando Setúbal.

No segmento dos contentores, é de registar que o sistema portuário no Continente iniciou o ano com um volume de 219.847 TEU (unidade equivalente a 20 pés, que serve de medida-padrão para calcular o volume de um contentor).

Este volume representou a uma queda de 16,2%, face a igual mês do ano de 2019, que resultou do comportamento negativo observado na generalidade dos portos, com exceção de Lisboa, cujo volume aumentou 1,8% em termos homólogos.

Segundo os dados da AMT, para esta queda contribuíram maioritariamente o Porto de Sines, com um recuo de 23,2%, e Setúbal, com uma redução de 25,1%, sendo ainda de sublinhar a diminuição em 4,3% observada no Porto de Leixões e de 20% no Porto da Figueira da Foz.

No primeiro mês deste ano, em termos globais, é de assinalar ao nível do sistema portuário do Continente a queda no segmento dos contentores, que é “fortemente condicionada” pelo ‘transhipment’ (com o Porto de Sines a registar uma queda de 31,9% no volume de TEU), sendo, no entanto, de destacar que o tráfego com o ‘hinterland’ (zonas de influência portuárias) teve um recuo global de cerca de 3,8%.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Carga movimentada nos portos em Portugal cai 9,7%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião