CEO da Axa sugere seguro público-privado para pandemias

  • ECO Seguros
  • 6 Abril 2020

Thomas Buberl avança com proposta de criação de um seguro que previna pandemias. Cobrir uma crise sanitária com a dimensão da atual implica envolver o Estado como mutuário, adianta o CEO da Axa.

O CEO da Axa defende a criação de um mecanismo de mutualização que permita criar um seguro de pandemia capaz de responder a uma crise como a da Covid-19. “Precisamos de pensar na criação de um mecanismo de mutualização que possa acompanhar crises sanitárias desta magnitude”, afirma Buberl numa entrevista ao Journal du Dimanche (JDD).

“A Axa está pronta para tomar a iniciativa de trabalhar com o estado francês e outros estados europeus para criar um esquema de seguro pandémico para cobrir estes desastres de saúde, inspirado no que já existe para desastres naturais”, adiantou o responsável executivo da AXA citado na publicação francesa.

Na opinião de Buberl, esse mecanismo “poderia ser detido em 50% pelo Estado e 50% por uma pool de seguradoras privadas“, em que os prémios seriam cobrados todos os anos “e colocados em reserva”. Em caso de crise, as seguradoras pagariam até duas ou três vezes o valor dos prémios, cabendo ao Estado assumir o restante das compensações.

“Vou tomar a iniciativa de avançar nessa direção. Mas também será necessário fazer muito mais em termos de prevenção“, advertiu o CEO da Axa, estimando que “uma das lições desta pandemia é que o mundo não estava suficientemente preparado e não se coordenou suficientemente”.

“Com o aquecimento global em particular, temos por diante grandes desequilíbrios que requerem grande preparação e ação coordenada a nível global”, observou Buberl.

É possível subscrever um seguro que cubra o risco de interrupção de negócio devido a pandemia, mas não é comum as empresas fazerem-no, notou. Por isso, “não podemos [as seguradoras] cobrir todas as perdas não seguradas” causadas pelo confinamento obrigatório.

“A indústria seguradora colocar-se-ia em risco se pagasse por um sinistro pelo qual ninguém pagou”, rematou.

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