Empresas que pediram lay-off têm um milhão de trabalhadores, diz Costa

O primeiro-ministro ressalvou que os funcionários das empresas que pediram para aderir ao regime do lay-off poderão não ser todas abrangidas pela medida.

As empresas que pediram para aderir ao regime de lay-off simplificado, até esta terça-feira, têm nos quadros de pessoal cerca de um milhão de pessoas, adiantou o primeiro-ministro. António Costa ressalvou, ainda assim, que poderão não ser todas abrangidas pela medida.

À saída de uma reunião com especialistas e políticos, no Infarmed, o primeiro-ministro apontou que os dados que disponíveis indicam que o conjunto de empresas que tinham requerido adesão ao lay-off têm nos quadros cerca de um milhão de pessoas. “Isto não quer dizer que a totalidade dessas pessoas sejam abrangidas pela medida“, acrescentou, em declarações transmitidas pelas televisões.

A ministra do Trabalho tinha indicado esta quarta-feira que cerca de 931 mil trabalhadores já viram o seu contrato de trabalho suspenso ou a sua carga horária diminuída ao abrigo do novo regime de lay-off. O regime é destinado às empresas mais afetadas pela atual crise pandémica.

Na reunião no Infarmed foi feito um ponto de situação quanto à evolução da pandemia no país. Costa apontou que ainda não é possível adiantar quando se irá começar a eliminar as medidas de contenção, mas salientou que, quando tal avançar, “terá de ser feito de modo gradual”.

O primeiro-ministro salientou que é necessário “conduzir a pandemia para um nível em que podemos conviver socialmente com o coronavírus, a um nível em que o contágio existe mas é possível controlar o risco”. Costa sublinhou que é também necessário “criar condições de confiança na sociedade” para que os sítios possam reabrir.

Já quanto a setores como a construção e indústria, o primeiro-ministro ressalva que estas nunca foram alvo de restrições. “Muitas paralisaram a sua atividade porque tinha sido interrompida a cadeia de fornecimento de matérias-primas ou componentes, ou por causa do colapso de procura”, justificou.

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