Reclamações contra EDP e Endesa aumentam em 2020

Com uma maior quota de mercado face às suas concorrentes em mercado livre, a EDP Comercial foi a que motivou o maior número destas reclamações (2.532, cerca de 42% do total).

Nos primeiros três meses do ano, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) recebeu 6.111 reclamações, das quais meio milhar foram reaberturas de processos. O número de reclamações mantém-se assim, diz o regulador, “muito equiparado ao registado no 1º trimestre de 2019 [6.100 reclamações], verificando-se, contudo, um ligeiro aumento em relação ao 4º trimestre de 2019”.

Com uma maior quota de mercado face às suas concorrentes em mercado livre, a EDP Comercial foi também a que motivou o maior número destas reclamações (2.532, cerca de 42% do total). Seguiu-se o operador de redes de distribuição de energia elétrica – EDP Distribuição -, com 1.114 reclamações, e a Endesa, com 898 reclamações (15%).

Tanto a EDP Comercial como a Endesa aumentaram este ano o seu número de reclamações recebidas face a igual período de 2019 – quando registaram 2.195 e 748 reclamações, respetivamente.

Quanto à Galp Power teve 497 reclamações no trimestre, a EDP Serviço Universal (SU Eletricidade, tarifa regulada) 353, a Iberdrola 217 e a Goldenergy 115. “O número de reclamações associadas a cada empresa deve, desde logo, atender ao respetivo universo de clientes. O número de reclamações poderá ser mais ou menos significativo consoante a dimensão da entidade reclamada”, avisa o regulador.

Por setor, o elétrico continua a ser o mais reclamado, “com valores ligeiramente superiores ao trimestre homólogo de 2019”, refere a ERSE, sendo que os outros setores (gás, combustíveis, etc.) acompanham a mesma tendência crescente. Apenas o subsetor dos combustíveis líquidos apresentou uma ligeira descida, nestes três meses.

Faturação, contrato de fornecimento e questões relativas à qualidade de serviço comercial (por exemplo, atendimento, resposta a reclamações, visitas combinadas) mantêm-se como os temas mais reclamados pelos consumidores de eletricidade e do fornecimento dual (eletricidade e gás natural). Também no setor do gás natural mantém-se a maior incidência nos temas da contratação, seguindo-se os da faturação.

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