Impacto financeiro na Remax “está a ser grande”, mas recuperação vai ser “rápida e eficaz”

Diminuiu o número de imóveis à venda, de escrituras e de negócios fechados, diz Beatriz Rubio, notando que a Remax Portugal também está a sentir os impactos desta crise.

Na Remax, a atual crise que se vive devido ao coronavírus pôs os mais de dez mil trabalhadores a “trabalhar o dobro”. Com todos os colaboradores em teletrabalho, foi preciso uma adaptação do modelo de negócio, que já está a sentir o impacto financeiro. Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal, é uma das entrevistadas da nova rubrica diária do ECO, Gestores em Teletrabalho, e conta como a empresa se adaptou a esta crise, mostrando-se confiante numa recuperação “rápida e eficaz”.

“Estamos a trabalhar de casa desde o dia 16 de março”, conta ao ECO Beatriz Rubio, notando que, “naturalmente, existe uma série de rotinas que tiveram de ser adaptadas e ajustadas” ao momento que o país atravessa. Ainda assim, na Remax todos os colaboradores, a maioria consultores imobiliários, se mantêm “muito ativos”. “Trabalhamos o dobro, porque os nossos clientes precisam de nós, agora mais que nunca”, continua a responsável.

Os dias são passados “em constante contacto” com os clientes e em perceber a melhor forma de os ajudar, tendo em conta as limitações que existem. “O nosso foco são as pessoas e servir o cliente”, diz a CEO, acrescentando que, “com esta situação de quarentena, não é fácil dar o apoio e o serviço” a que a empresa e os próprios clientes estavam habituados. E a verdade é que as consequências estão à vista. Diminuiu o número de imóveis à venda, de escrituras e de negócios fechados. “O impacto financeiro está a ser, naturalmente, grande”, diz Beatriz Rubio, acrescentando que, ao “diminuir o número de angariações e o número de visitas a imóveis, o impacto nas vendas é significativo”.

Desenvolvemos e implementámos formações online para os nossos brokers e agentes, webinars com os mais variados assuntos relacionados com o negócio imobiliário e os clientes e materiais de marketing que permitam continuar a dar notoriedade aos agentes, junto dos seus clientes.

Beatriz Rubio

CEO da Remax Portugal

Mas, também a pensar nos colaboradores, a Remax desenvolveu uma série de iniciativas. “Desenvolvemos e implementámos formações online para os nossos brokers e agentes, webinars com os mais variados assuntos relacionados com o negócio imobiliário e os clientes e materiais de marketing que permitam continuar a dar notoriedade aos agentes, junto dos seus clientes”, explica. O objetivo, afirma, passa por desenvolver as capacidades dos colaboradores, “de forma a estarem mais preparados para a retoma do mercado” imobiliário.

Mas, acima de tudo, a Remax adotou todas as medidas de segurança indicadas pela Direção-Geral de Saúde. “Desde logo determinámos o regime de teletrabalho, pedindo aos nossos colaboradores para aderirem ao isolamento social e solicitando que desenvolvessem as suas funções desde casa”, diz, referindo que “todo o trabalho atual é feito a partir de casa, com reuniões diárias entre departamentos”.

Beatriz Rubio confessa que nem sempre é fácil gerir uma empresa com mais de dez mil profissionais e que o facto de a Remax ser líder de mercado representa uma “responsabilidade acrescida”. Mas todos os dias são um desafio, em que a empresa procura “ultrapassar as dificuldades” e diferenciar-se através da “qualidade do serviço e das ferramentas disponibilizadas”. “Toda a empresa comunica bastante usando e abusando das ferramentas informáticas. Comunicamos diariamente com a nossa rede, utilizando não só, a comunicação interna, como as redes sociais”, diz a responsável.

Contrariamente às anteriores crises, temos as empresas e, principalmente, a banca mais preparada para o impacto, daí acreditar que a retoma será rápida e eficaz.

Beatriz Rubio

CEO da Remax Portugal

Nos próximos meses, a CEO da Remax acredita que “o mercado imobiliário se irá ressentir muito no número de imóveis transacionados, pela falta de procura e de produto para vender”. Isto porque, explica, o imobiliário e a construção são “áreas de negócio impulsionadoras da economia portuguesa, a par do turismo” e que qualquer uma destas áreas irá “sofrer nos próximos meses”. Ainda assim, Beatriz Rubio acredita que “a retoma será rápida e eficaz” porque, “contrariamente às anteriores crises, as empresas e principalmente a banca estão mais preparadas” para uma crise desta dimensão. Mas saliente: “Temos consciência de que ainda estamos no início e que tudo o que temos à data são previsões”.

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