Casos de Covid-19 sobem 0,8%. Já morreram 1.023 pessoas

As autoridades de saúde identificaram 223 novos casos de infeção pelo novo coronavírus no país, que contabiliza 25.190 casos. Morreram 16 pessoas devido ao Covid-19 no último dia.

Portugal registou 223 novos casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. É uma subida de 0,8% face ao dia anterior, com o total de pessoas infetadas a passar para 25.190. Morreram mais 16 pessoas devido ao Covid-19, elevando para 1.023 o número total de vítimas mortais, de acordo com o último balanço oficial da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Os números foram divulgados pela Ministra da Saúde, Marta Temido, ainda antes da divulgação do boletim diário da Direção-Geral de Saúde, com a governante a alertar para o facto de haver uma discrepância face aos dados divulgados no dia de ontem, e que resulta de uma correção na informação anterior. Na sexta-feira, o número oficial de infetados em todo o país era de 25.351, abaixo dos 225.190 agora reportados.

“O número que deveria constar no boletim de ontem era de 24.987 casos. Não só o boletim de ontem, como os de alguns dias anteriores desde o dia 25 de abril, serão corrigidos“, adiantou Marta Temido.

A ministra da Saúde salienta que “houve 422 casos duplicados, que não eram casos novos, mas que resultaram de problemas de integração de dados”. “Um conjunto de casos que existia na região do norte eram casos confirmados que estavam duplicados. Portanto, não eram verdadeiros casos novos”, assumiu a ministra.

“Quando um caso confirmado laboratorialmente não tem número de utente associado — porque não é registado — para se verificar se esse caso é ou não constante do sistema, é corrida uma rotina que corre nome e data de nascimento para verificar se há ou não cruzamento. É dessa verificação que se constata que havia casos positivos de pessoas com nome e data de nascimento já constante no sistema”, pormenorizou a governante.

Esclarecida essa correção, os dados da DGS revelados este sábado apontam para que 1.671 pessoas já tenham recuperado do Covid-19 em Portugal. Ou seja, mais 24 pessoas do que o reportado nesta sexta-feira.

Já os internamentos hospitalares mantiveram tendência de queda. De acordo com a DGS, há agora 885 pessoas internadas, sendo que 150 estão em unidades de cuidados intensivos.

Tendo em conta o número de infetados e de vítimas mortais, a taxa de letalidade é de 4,06%, em linha com o registado ontem (4,03%).

O Norte, que tem sido a região mais castigada desde o início da crise de saúde pública, já considerando a correção de dados hoje contabiliza 14.951 casos confirmados e 585 mortes. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro, com 6.047 e 3.426 contágios reportados.

Desde 1 de janeiro, as autoridades de saúde já registaram 252.728 casos suspeitos de Covid-19, sendo que 223.777 não se confirmaram. Um total de 3.761 pessoas aguardam resultados laboratoriais e 27.895 pessoas estão sob vigilância das autoridades de saúde, por terem estado em contacto com pessoas infetadas.

(Notícia atualizada às 14h40)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Casos de Covid-19 sobem 0,8%. Já morreram 1.023 pessoas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião