Federação europeia de gestão de risco estuda cobertura para interrupção de negócios

  • ECO Seguros
  • 12 Maio 2020

Um grupo de trabalho criado no seio da federação europeia de gestão de risco vai procurar soluções face a riscos sistémicos e catastróficos que, sem dano físico, causam interrupção de negócios.

A Federação Europeia das Associações de Gestão do Risco (FERMA) anunciou a criação de uma task force com a missão de encontrar uma solução para cobrir o risco de interrupção de negócios em contexto de catástrofes e calamidades, como a atual pandemia de covid-19, um tema na ordem do dia para a indústria seguradora.

As associações que integram a FERMA “são compostas por pessoas com enorme conhecimento de gestão de riscos e seguros empresariais. Pretendemos recorrer a essa experiência para apresentar propostas concretas que constituam a base do debate com as partes interessadas”, afirma Dirk Wegener, presidente da federação, citado num comunicado.

A FERMA e as associações filiadas na organização querem abrir um diálogo com todos stakeholders, incluindo instituições europeias, seguradoras e corretores, e agências governamentais, para criar uma solução holística e abrangente que ofereça cobertura para a interrupção de negócios sem danos para todos os tipos de riscos de catástrofes, incluindo pandemias e outras calamidades.

O grupo de trabalho, composto por altos funcionários e especialistas dos membros do organismo federativo, deverá publicar os seus primeiros resultados até ao final de maio.

A federação europeia argumenta ainda que o impacto de catástrofes, como a atual pandemia, ultrapassa os recursos do setor dos seguros privados e da gestão de riscos das empresas. A cobertura para interrupção de atividade (BI – Business Interruption na aceção anglo-saxónica) sem que se verifiquem danos físicos “é uma questão crucial que afeta empresas de todas as dimensões, especialmente as PME”, reconhece a entidade europeia.

Qualquer mecanismo relativo a catástrofes que causem interrupção de negócios deve ser capaz de responder a vários tipos de catástrofes, enfrentar as complexidades das catástrofes e evitar as armadilhas dos modelos existentes”, reforça Wegener no comunicado.

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