Alemanha pode ter redução de 100 mil milhões nas receitas fiscais

  • Lusa
  • 14 Maio 2020

A nova estimativa é de 717,8 mil milhões de euros de receitas fiscais em 2020 contra 799,3 mil milhões alcançados em 2019.

A pandemia de covid-19 deve levar a uma redução de quase 100 mil milhões de euros nas receitas fiscais alemãs este ano, segundo uma estimativa publicada esta quinta-feira pelo ministro das Finanças, Olaf Scholz.

“Em comparação com a estimativa de outubro, espera-se que a entrada de impostos fique 98,6 mil milhões de euros abaixo do esperado”, indicam os peritos do ministério em comunicado. Essa redução deverá ser de cerca de 44 mil milhões de euros para o Estado federal, de 35 mil milhões para os estados regionais e de 15,6 mil milhões para as autarquias.

A nova estimativa é de 717,8 mil milhões de euros de receitas fiscais em 2020 contra 799,3 mil milhões alcançados em 2019. Esta descida surge depois de fábricas, restaurantes, lojas e outras atividades terem sido forçadas a parar devido às medidas de confinamento adotadas para conter a pandemia.

Para 2020, o Governo alemão prevê uma recessão histórica de 6,3%. Para relançar a economia, Scholz prometeu que haverá “um programa conjuntural” em junho. “Não creio que possamos combater uma crise a poupar”, afirmou o ministro das Finanças, questionado sobre um eventual programa de austeridade.

A Alemanha registou 933 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 172.239 infetados. O Instituto Robert Koch (RKI) indicou que são agora 7.723 as vítimas mortais, um aumento de 89 em relação ao dia anterior.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 294 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Alemanha pode ter redução de 100 mil milhões nas receitas fiscais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião