DG da AXA lidera CEO Action Group para Europa Verde. Equipa integra Cláudia Azevedo e Nuno Matos

  • ECO Seguros
  • 19 Maio 2020

Os portugueses Cláudia Azevedo (Sonae) e Nuno Matos (HSBC) integram o grupo de 25 executivos de topo que vão apoiar a Comissão Europeia no relançamento da Europa verde pós-Covid.

Thomas Buberl, diretor-geral (DG) do grupo segurador AXA, foi escolhido para liderar o CEO Action Group encarregado de formular propostas concretas que contribuam para a implementação do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal da Comissão Europeia) no contexto da reativação económica da Europa pós-Covid.

A criação do grupo de líderes empresariais resulta de uma iniciativa do Fórum Económico Mundial que reuniu líderes da Comissão Europeia (CE) com altos executivos e representantes de alto nível do setor privado para discutir o caminho para uma recuperação verde e sustentável pós-COVID-19. Os portugueses Cláudia Azevedo (Sonae) e Nuno Matos (HSBC) integram o grupo de trabalho composto de 25 executivos de topo.

No documento que, em dezembro de 2019, o executivo europeu de Ursula von der Leyen dirigiu a outras instituições da UE (Conselho, Parlamento, Comité Económico e Social e Comité das Regiões), já se afirmava que “o Pacto Ecológico é parte integrante da estratégia desta Comissão para executar a Agenda 2030 e concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

No entanto, desde o lançamento do Pacto Ecológico Europeu, o evento da pandemia mudou radicalmente o contexto da Europa. Aproveitando a oportunidade do relançamento económico e o papel do setor privado no investimento e inovação, os CEOs de empresas de diversos setores (banca e seguros; retalho; aviação; agroquímica; energia, etc.) comprometem-se a dar um contributo para ajudar a Comissão a avançar com o European Green Deal.

Fonte: CE, dezembro 2019.


Por ocasião de lançamento do CEO
Action Group, Frans Timmermans, vice-presidnete executivo da Comissao Europeia (CE) para o European Green Deal afirmou: “o Pacto Verde da Europa deve tornar-se a pedra angular da recuperação europeia (…), para um futuro competitivo e inclusivo no século XXI, neutro do ponto de vista climático.”

“Temos uma oportunidade única de construir uma Europa mais verde e mais resiliente através do investimento e da inovação”. Na qualidade de presidente do CEO Action Group, Buberl manifestou-se “ansioso por trabalhar com os [seus] colegas no sentido de apresentar propostas concretas para tornar o Green Deal exequível, eficaz e, em última análise, bem-sucedido.

Em consequência da pandemia da COVID-19, a Europa enfrenta agora a maior crise económica desde a Grande Depressão, com a economia da zona euro a contrair-se potencialmente até 7,7% este ano. Embora a tónica seja colocada no alívio económico imediato e na poupança de famílias e empregos, a crise provocada pelo novo coronavírus abriu também uma oportunidade para uma grande transição de sociedades e economias.

De acordo com o Índice de Transição Energética atualizado há dias pelo Fórum Económico Mundial, os primeiros 10 lugares no índice que traduz o desempenho nas políticas efetivas de transição (para sistemas energéticos mais sustentáveis e inclusivos) são ocupados por países europeus. Portugal é 19º no relatório Energy Transition Index (ETI 2020) que analisa 115 economias do globo em termos de desempenho e prontidão para a transição efetiva.

O novo CEO Action Group para o European Green Deal compromete-se assim a fazer avançar o diálogo sobre os desafios críticos – e também das oportunidades – que se colocam à recuperação pós-pandemia da Europa e em trabalhar em conjunto para construir um plano de ação que contribua para mobilizar as empresas no sentido da concretização da agenda verde europeia.

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