Tranquilidade gera 34 milhões da margem operacional da Generali s.p.A no 1º trimestre

  • ECO Seguros
  • 24 Maio 2020

O grupo italiano refere o contributo da recém adquirida operação portuguesa Seguradoras Unidas SA no incremento de 7,6% na margem operacional do consolidado no primeiro trimestre do ano.

A Assicurazioni Generali S.p.A concluiu o período fiscal de janeiro a março com uma margem operacional de 1 448 milhões de euros. O desempenho apresentado é explicado com a contribuição dos segmentos de P&C (seguros de propriedade e danos) e da área de gestão de ativos, além das aquisições, incluindo a operação em Portugal cuja conclusão foi anunciada já em 2020, e outros segmentos de negócio.

O volume bruto de prémios emitidos pelo conjunto da companhia atingiu 19,2 mil milhões de euros (+0,3% face ao primeiro trimestre de 2019), com impulso positivo nos seguros P&C (+4,0%). No segmento Vida, a entrada líquida de fundos ascendeu a 3,1 mil milhões de euros, registando uma quebra superior a 25%.

“Os primeiros três meses do ano demonstraram um bom desempenho operacional (…)”, Cristiano Borean, CFO da Generali.

De acordo com o comunicado da instituição, a evolução operacional beneficiou da “contribuição positiva” da atividade em Portugal (marcas Tranquilidade, Açoreana, Logo e AdvanceCare), mas sobretudo do crescimento global superior a 14% do negócio P&C, cuja rentabilidade técnica também melhorou, com o rácio combinado a atingir 89,5% (-2,0 pps), enquanto a rentabilidade do ramo Vida se manteve elevada em 4,04% (-0,35 pps).

“Num dos períodos mais difíceis e incertos das últimas décadas, com a emergência da Covid-19 e o seu consequente forte impacto macroeconómico e financeiro (…), os primeiros três meses do ano demonstraram um bom desempenho operacional e confirmaram a sólida posição de capital do Grupo. O resultado líquido foi afetado por imparidades devido ao atual desempenho dos mercados financeiros, em resultado da pandemia global”, comenta Cristiano Borean, Chief Financial Officer do grupo Generali.

Assim, o resultado líquido consolidado situou-se em 113 milhões de euros, evidenciando declínio superior a 81% face aos 744 milhões de euros um ano antes. Os números de 2020 refletem 655 milhões de euros de imparidades líquidas de investimentos, devido ao impacto da Covid-19 nos mercados financeiros, mais a contribuição de 100 milhões de euros que o grupo afetou ao lançamento do Fundo Internacional Extraordinário para a emergência pandémica. Por outro lado, as contas de um ano antes incluíram um ganho extraordinário de 128 milhões de euros gerados com a venda de ativos.

A instituição terminou o trimestre reafirmando posição de capital “sólida” e um rácio de solvência de 196%. No mesmo comunicado, o grupo italiano explica que, do ponto de vista operacional, as consequências macroeconómicas da pandemia (covid-19) afetarão a evolução do negócio, “em particular no que respeita aos seguros de viagem. As receitas financeiras recorrentes (provenientes de dividendos, rendas e honorários) também serão afetadas negativamente”.

No que diz respeito a sinistros, “é ainda difícil fornecer orientações precisas sobre o impacto da Covid- 19. Globalmente, a Generali admite que os resultados anuais serão inferiores aos de 2019, em boa parte pelo peso de imparidades, mas confia que apresentará um balanço resiliente.

(Notícia atualizada às 10.00h: Em lugar de resultado ou lucro operacional colocou-se margem operacional, referindo-se este rácio ao valor encontrado para efeitos de consolidação).

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