Corticeira mantém dividendo, corta remuneração extra

Gestão da empresa vai levar a assembleia geral um dividendo de 18,5 cêntimos, mas também a suspensão da habitual remuneração extraordinária paga no final de cada ano.

A Corticeira Amorim decidiu manter a proposta de remuneração aos acionistas, apesar do contexto de crise provocado pela pandemia do novo coronavírus. Vai levar a assembleia geral um dividendo de 18,5 cêntimos, mas também a suspensão da habitual remuneração extraordinária paga no final de cada ano.

“Considerando as consequências da pandemia e o inerente agravamento do contexto económico e social, em Portugal e no mundo, e em face da séria situação de incerteza quanto à retoma da normal atividade económica, o Conselho de Administração da Corticeira Amorim reuniu, ponderou e decidiu manter a proposta de aplicação de resultados”, refere a empresa em comunicado enviado à CMVM.

“Tendo como base a sua solidez financeira e a adequada estrutura de capitais da Corticeira Amorim, o Conselho de Administração propõe manter a proposta de distribuição de um dividendo de 18,5 cêntimos por ação”. Esta proposta será votada na assembleia geral que agendou para 26 de junho, mas nessa reunião magna os investidores vão votar também a suspensão do dividendo extraordinário.

“A Corticeira Amorim assume com responsabilidade este momento, em linha com a gestão assumidamente conservadora do balanço que tem sido seguida e tendo em conta o reforço de prudência que o contexto adverso implica”, refere. Neste sentido, e mantendo a proposta para o dividendo ordinário, o Conselho de Administração decidiu “não propor, no corrente ano, a atribuição de um dividendo extraordinário em dezembro (como vinha
acontecendo desde 2012)”.

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