Distribuição de combustíveis afunda na Europa. Portugal foi o sexto país com maior tombo do diesel

Confinamento (e em especial a paralisação do tráfego aéreo) levou a uma forte quebra na distribuição de combustíveis por toda a Europa, em abril. Nalguns países, foi mesmo a mais baixa de sempre.

O confinamento e o fim das viagens de avião, devido ao coronavírus, em abril causaram uma forte quebra na procura por combustíveis na União Europeia (UE). Portugal foi o sexto país onde a distribuição de diesel mais caiu, já na gasolina ficou na oitava posição, segundo mostram dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.

“Os Estados-membros da UE adotaram medidas restritivas para abrandar a disseminação de Covid-19, que tem impacto no uso de combustíveis para transportes, como é o caso das limitações de tráfego aéreo internacional e à circulação de pessoas. Estas medidas que tiveram início em meados de março, estiveram em pleno vigor durante todo o mês de abril”, explica o relatório.

Os dados preliminares referentes ao mês do grande confinamento indicam que a entrega de gasolina caiu 34%, em média na UE, face ao mês anterior ou 46% em comparação com o início do ano. A entrega de gasóleo afundou 21% face a março e 25% em relação a janeiro.

“As limitações de tráfego aéreo teve um impacto massivo na querosene, que inclui jet fuel com querosene. Na UE, a procura caiu 63% e 75% em comparação com março e janeiro, respetivamente”, refere o Eurostat.

Em Portugal, a entrega de gasolina afundou 45% para 36.000 toneladas e a de gasóleo 30% para 256.000 toneladas. Foi, ainda assim, ultrapassado por outros países. “A entrega de gasolina e gasóleo caiu na maioria dos Estados-membros. As maiores quedas em valor absoluto, em comparação com o mês anterior, foram registadas em França (menos 983.000 toneladas, -29%), Espanha (menos 737.000 toneladas, -31%), Alemanha (menos 640.000 toneladas, -14%) e Itália (menos 485.000 toneladas, -30%)”, acrescenta.

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