Ergo Group adquire 25% da chinesa Taishan Insurance

  • ECO Seguros
  • 18 Junho 2020

A subsidiária da Munich Re assinou um acordo para aceder à detenção de 24,9% do capital social da chinesa Taishan Property & Casualty Insurance.

O anúncio do Ergo Group não revela o montante da transação que assinala a entrada estratégica do grupo germânico no mercado chinês de seguros P&C (propriedade e danos). O acordo foi assinado através da filial local da ERGO Versicherung AG e concretizado através de um aumento de capital acionista na companhia chinesa sediada na província de Shandong.

Citado num comunicado, JürgenSchmitz, administrador executivo da Ergo China, afirma que o investimento estratégico na Taishan Insurance “é um forte ponto de entrada no mercado chinês de P&C que também complementa os nossos negócios de vida e saúde existentes na China.”

Além das operações nos ramos vida e saúde, a ERGO China tem no mercado uma empresa de assistência em viagem e serviços na área da saúde, acrescentando ainda uma parceria de tecnologia de dados com a Great Wall Motors.

Segundo a imprensa de Beijing, o mercado de seguros da China terminou o primeiro trimestre de 2020 com volume agregado de lucros estimado em 100,2 mil milhões de yuans (cerca de 12,5 mil milhões de euros), menos 14% face a igual período de 2019.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ergo Group adquire 25% da chinesa Taishan Insurance

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião