Beazley estreia cobertura de responsabilidade civil de saúde no mercado espanhol

  • ECO Seguros
  • 23 Junho 2020

A seguradora britânica de linhas especiais está a introduzir em Espanha a sua oferta de responsabilidade civil para cuidados de saúde tradicionais e de base digital.

A estreia do novo produto da Beazley no mercado espanhol acontece com o lançamento da “inovadora cobertura Virtual Care”, junto com um seguro autónomo que cobre o risco de negligência médica. Disponível junto de corretores de seguros que operam em Espanha, o pacote oferece proteção contra uma vasta gama de riscos associados à prestação de serviços tecnológicos nas áreas de saúde e bem-estar, anunciou a seguradora.

A solução Beazley Virtual Care foi concebida para fornecer uma cobertura abrangente a uma grande variedade de clientes, incluindo serviços fora de horas, prestadores de cuidados de saúde primários, organizações de investigação clínica, prestadores de cuidados domiciliários e comportamentais, dermatologistas e farmácias.

Ana Misol Dymling, responsável pela área de subscrição e pelo Virtual Care em Espanha, afirmou: “As apólices de negligência médica e de Cuidados Virtuais da Beazley oferecem proteção contra responsabilidade pelos cuidados de saúde, bem como contra os riscos cibernéticos e tecnológicos que enfrentam tanto as organizações de cuidados de saúde tradicionais como os prestadores de serviços de saúde e tecnológicos”.

A cobertura padrão do Virtual Care incide sobre má prática (negligência médica) e responsabilidade profissional, podendo ser alargada para incluir riscos tecnológicos (causadores de erros e omissões) e de comunicação institucional, cibersegurança (Beazley Breach Response) e responsabilidade civil com produtos.

“A COVID-19 tem demonstrado a importância crescente da prestação de cuidados de saúde com capacidade técnica – desde consultas médicas à distância a dispositivos que ajudam as pessoas a controlar a sua saúde e bem-estar”, afirma Evan Smith, diretor mundial da Beazley para as áreas de saúde, medicina e ciências da vida.

A pandemia acelerou também o desenvolvimento de novos serviços, acessibilidade e aplicações, que estão a apoiar a saída do bloqueio mais rapidamente. “Contudo, a gestão da saúde à distância cria novas exposições, incluindo maus conselhos baseados em dados defeituosos ou em tecnologias que não funcionam corretamente, que dão leituras incorretas ou conduzem a diagnósticos errados, por exemplo. Cria também riscos para a privacidade e a segurança dos dados”, acrescenta a Beazley.

A cobertura de prática médica negligente, há muito já disponível em Espanha, passa a ser disponibilizada pela seguradora – que cresceu junto dos corretores do Lloyd’s of London – como um produto autónomo que proporciona protecção aos prestadores de cuidados de saúde contra reclamações decorrentes de acções em serviço.

“A prestação de cuidados de saúde sempre comportou riscos e, à medida que a medicina avançou, as expectativas aumentaram e a tolerância aos erros diminuiu. A Beazley Virtual Care foi concebida para responder às responsabilidades interligadas que o setor enfrenta, para além das más práticas médicas mais “tradicionais” e dos riscos de indemnização profissional”, reforça Smith.

De acordo com informação da empresa, o limite de capital indemnizatório tanto para a cobertura Beazley Virtual Care como para a negligência médica é de 15 milhões de euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Beazley estreia cobertura de responsabilidade civil de saúde no mercado espanhol

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião