Efacec mantém trabalhadores em lay-off pelo quarto mês

O cumprimento de compromissos para com os trabalhadores, como o pagamento do subsídio de férias em julho, pode ser posto em causa devido às dificuldades que a empresa atravessa.

A Efacec vai prolongar o regime de lay-off para os trabalhadores por um quarto mês. Esta decisão surge numa altura em que as dificuldades de financiamento da empresa, segundo informou a comissão executiva, poderão pôr em causa o cumprimento de compromissos para com os trabalhadores, como o pagamento do subsídio de férias em julho.

Os trabalhadores, que afirmam não terem sido previamente consultados relativamente ao prolongamento do lay-off, têm “reforçado os pedidos junto dos principais decisores políticos e governamentais” de apoio para a “defesa e salvaguarda” do futuro da Efacec e dos postos de trabalho, adianta a comissão de trabalhadores, em comunicado.

A Comissão deixa ainda alertas relativamente a algumas situações que se verificam na empresa, que atravessa dificuldades não só devido à pandemia, mas também derivadas dos diferendos de Isabel dos Santos com a banca. Entre eles encontra-se o facto de a empresa não ter pago subsídio de alimentação às pessoas em teletrabalho, e apenas pagar o subsídio aos trabalhadores em lay-off a partir das 4 horas diárias de trabalho.

Há também preocupação com as férias, sendo que alguns trabalhadores terão sido obrigados a alterar férias que já se encontravam aprovadas, bem como com a falta de medição de temperatura ou testes na empresa.

O Governo já garantiu que fará “tudo” o que for necessário para proteger a empresa, salientando, no entanto, que é essencial para o processo o afastamento de Isabel dos Santos. A posição da empresária angolana na empresa está no mercado, e a Efacec já recebeu cerca de 30 “manifestações de interesse” na compra da sua participação, segundo adiantou o CEO, Ângelo Ramalho, na semana passada.

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