CML aprova moção para estudar reabertura das discotecas. Mas sem pistas de dança e encerramento às 4h

  • Lusa
  • 2 Julho 2020

A proposta prevê a eliminação das pistas de dança e bengaleiros, lugares sentados e a medição da temperatura. E ainda que os bares fechem às 2h e as discotecas às 4h.

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira uma moção que insta o Governo a estudar a reabertura de bares e discotecas com as mesmas regras aplicadas aos restaurantes e sem pistas de dança.

O documento teve os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP e BE, tendo apenas o PS votado contra, com o presidente da autarquia, Fernando Medina, a defender que essa opção “não deve ser feita neste momento”. “A definição da lotação de lugares sentados, a eliminação das pistas de dança e bengaleiros e a medição da temperatura são algumas das regras que podem e devem ser adotadas nestes estabelecimentos”, lê-se na moção.

Para os vereadores centristas, “com regras, a fiscalização do seu cumprimento e a fixação de sanções para quem não as cumprir, é possível reabrir bares e discotecas, estabelecendo um horário de encerramento que deverá ser às 02h00 da madrugada para os bares e às 04h00 para as discotecas”.

Intervindo na reunião pública da autarquia, realizada esta manhã, o vereador do CDS João Gonçalves Pereira considerou que os bares e discotecas devem ser “convertidos em espaços onde as pessoas possam estar sentadas”, argumentando “que as alternativas são sempre piores”.

“Tendo como exemplo as regras adotadas para restaurantes, é possível adotar regras semelhantes para os lugares de diversão noturna, a fim de que nestes locais os jovens possam voltar a um convívio possível, sem correrem o risco das festas e dos encontros improvisados que, naturalmente, tenderão a adotar de novo caso não tenham outras opções”, refere o texto.

A moção solicita também ao Governo que disponibilize “os meios para o reforço e fiscalização de festas e ajuntamentos informais de jovens, em desrespeito pelas regras sanitárias”, bem como para reforçar a “fiscalização do espaço público em geral”.

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