Há menos depósitos, mais curtos e que se contratam online

Oferta de depósitos a prazo voltou a encolher no ano passado, numa tendência que fica ainda marcada pela preponderância de aplicações por prazos mais curtos, sobretudo em produtos disponíveis online.

A cada ano que passa, são cada vez menos as opções para os portugueses aplicarem o seu dinheiro a prazo. No ano passado, a oferta de depósitos a prazo voltou a encolher, numa tendência que fica ainda marcada pela preponderância de aplicações por prazos mais curtos, sobretudo em produtos com subscrição disponível apenas online.

Em 2019, a oferta de depósitos a prazo simples disponível diminuiu. No final do ano, as instituições financeiras a operar em Portugal comercializavam 273 depósitos a prazo tradicionais nos prazos mais representativos, menos 34 face aos 307 que eram disponibilizados no final do ano anterior, número que por si só já representou uma redução de 14 face ao número existente no final de 2017.

“A redução do número de depósitos em comercialização, face ao final de 2018, decorre sobretudo da redução na diversidade da oferta das instituições“, diz o Banco de Portugal (BdP) no Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho divulgado nesta quinta-feira, adiantando que em 2019, “cerca de metade das instituições analisadas diminuiu a oferta de depósitos a prazo simples, seis mantiveram o número de depósitos comercializados e apenas quatro aumentaram a oferta”.

Essa diminuição da oferta enquadra-se num contexto de fraca atratividade para a disponibilização destes produtos pelos bancos face ao atual cenário de juros negativos. Tal reflete-se também nas remunerações disponibilizadas pelos bancos que “mantiveram a trajetória de redução verificada desde 2012” com uma diminuição em todos os prazos, com a redução da taxa média verificada em 2019 a ser “mais acentuada que a verificada no ano anterior”. Os dados do BdP indicam ainda que, em média, um em cada dez depósitos a prazo (9,9%) ofereceu uma remuneração nula.

No que respeita às maturidades oferecidas, o grosso da oferta disponível no final do ano passado dizia respeito a depósitos com prazos entre três meses e um ano. Em 2019, os prazos mais frequentes foram de um ano (27% do total), seis meses (22,1%) e três meses (22,1%). Neste quadro e, face a 2018, o regulador constatou uma diminuição da importância dos depósitos com maturidades de seis meses e um aumento do peso dos depósitos com maturidades de três meses.

O relatório adianta ainda que as maturidades mais curtas foram mais frequentes nos canais digitais, plataformas que representam cerca de um quinto da oferta de depósitos disponível. “A quase totalidade dos depósitos comercializados nos canais digitais apresentava um prazo igual ou inferior a um ano (98%), o que compara com 74% nos canais tradicionais”, diz o supervisor, acrescentando que “em 2019, apenas um depósito comercializado em exclusivo nos canais digitais para o público em geral tinha maturidade superior a um ano“.

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