Produção de seguros 1º semestre: Quebra total de 28%

  • ECO Seguros
  • 21 Julho 2020

Os ramos Não Vida acabam junho a sofrer com a Covid-19 e não compensam o decréscimo contínuo do Ramos Vida. O negócio das seguradoras precisa de vendas.

Os volume de prémios emitidos pelas seguradoras em Portugal ficou-se pelos 4,58 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, um valor 28% menor que o registado em igual período do ano passado. São números divulgados pela APS – Associação Portuguesa de Seguradores, recolhidas junto das companhias sócias, que representam mais de 99% do negócio segurador em Portugal.

Comparando cada mês de produção de 2020, em comparação com igual mês de 2019, verifica-se uma predominância de valores negativos. O Ramo Vida depois de quase um ano a apresentar quebras de vendas devido aos baixos rendimentos dos seus produtos financeiros resultantes de uma prolongado cenário europeu de baixas taxas de juro apresentou, no último mês de junho, uma menor penalização.

O conjunto dos ramos Não Vida começaram o ano com perspetivas animadoras nos ramos principais. A meio de março, a crise Covid-19, começou a penalizar os ramos principais automóvel e acidentes de trabalho, mas as consequências ainda não estão totalmente visíveis. Só em junho e depois de dois meses em que quase não se venderam veículos novos, os seguros auto acusaram uma quebra, e de apenas 2%. Os seguros de doença/saúde ainda mantêm uma subida significativa de 6% em junho, menor que os 9% desde o início do ano.

No entanto, no conjunto do semestre em que para além de saúde/doença, também os seguros de propriedades particulares e empresariais têm aumentado, contribuindo para 4,9% de evolução positiva no valor dos prémios emitidos para o agregado dos ramos Não Vida.

No ramo Vida tem-se mantido uma estabilidade nos seguros de risco puro, relacionados com o crédito à habitação, enquanto os produtos de capitalização e os PPR, com rendimento indexado a taxas de juros, continuam a não captar investidores, primeiro foi o desinteresse dos aforradores, depois o abandono estendeu-se à oferta das seguradoras.

Os resultados acumulados do 1º semestre de 2020 comparado com igual período de 2019, e do mês de junho deste ano e do ano passado são apresentados abaixo:

(Gráfico “Produção de Seguros” corrigido em 22.7.2018 às 18:00, devido a dados incorretos relativos ao mês de abril).

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