Disparo de quase 10% da Nos sustenta a bolsa de Lisboa

A telecom Nos, que reage a resultados menos influenciados pelo Covid-19 que o esperado, e a EDP Renováveis foram as estrelas numa bolsa dominado pelo vermelho.

Com 14 das 18 cotadas em baixa e o sentimento na Europa a fazer pressão, a bolsa de Lisboa fechou no verde. A principal razão foram os pesos-pesados Nos, que reagiu em forte alta aos resultados trimestrais, e a EDP Renováveis, cuja casa-mãe arrancou esta quinta-feira com o aumento de capital.

A telecom liderada por Miguel Almeida disparou 9,55% para 3,97 euros por ação, após ter anunciado que os lucros afundaram 61% até junho. Num dos períodos “mais desafiantes” na ótica da companhia, o resultado líquido de 35 milhões de euros foi menos mau que o esperado pelos analistas.

Numa nota de research, o CaixaBank/BPI destacou as “poupanças materiais” nas despesas operacionais da Nos “que permitiram à empresa surpreender no lucro”. “Além disso, a empresa foi capaz de entregar novamente uma geração de cash flow sólida”, indicou o banco de investimento, reforçando a recomendação de compra e o preço-alvo de 4,75 euros.

Telecom de Miguel Almeida reage em alta aos resultados

A Nos liderou assim os ganhos no PSI-20, que fechou a valorizar 0,64% para 4.538,69 pontos, num dia em que a Europa negociou na linha de água. Tanto o Stoxx 600 como o alemão DAX ganharam 0,07%, enquanto o francês CAC 40 e o espanhol IBEX 35 cederam 0,06%.

Também a EDP Renováveis puxou pelo índice, com um ganho de 2,25% para 14,54 euros, enquanto a EDP deslizou 0,04% para 4,546 euros. Esta quinta-feira começaram a negociar o direitos de subscrições do aumento de capital da EDP, que acabaram a sessão a valer 11,09 cêntimos (mais quase 5% do que o valor a que chegaram à bolsa). Este montante confere aos direitos um prémio de 1,3% face às ações.

Em sentido contrário, o BCP liderou as perdas. O banco perdeu 1,4% para 0,1057 euros por ação, numa altura em que a banca está em foco no arranque da época de resultados (o índice europeu de bancos perdeu 0,93%). No retalho, a Jerónimo Martins recuou 1,32% e a Sonae caiu 1,25%.

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