Munich Re apura 700 milhões de impacto Covid-19 no 2º trimestre

  • ECO Seguros
  • 23 Julho 2020

As perdas infligidas pela pandemia foram compensadas por menos sinistros de outra natureza e pelo bom desempenho da subsidiária ERGO. Recompra de capital cai, momento é favorável para crescer.

A Münchener Rückversicherungs (Munich Re), registou perdas por um montante estimado de 700 milhões de euros com resseguro de sinistros ligados a covid-19, em boa parte originados por cancelamento de grandes eventos e, em menor medida, por impacto atribuível às coberturas em ramos Vida e de saúde, além de linhas de seguros P&C (propriedade e danos), incluindo BI (sigla anglo-saxónica para interrupção de negócios).

Apesar do impacto negativo da pandemia nas contas do segundo trimestre (2ºT), a Munich Re obteve um resultado líquido “satisfatório” a rondar os 600 milhões de euros no segundo trimestre, quase 200 milhões acima do consenso de 20 analistas para o período, realça a companhia cuja comissão executiva é presidida por Joachim Wenning.

Segundo explica a resseguradora, o lucro alcançado é reflexo de perdas inferiores ao habitual noutros sinistros (ex-Covid) e ao desempenho da sua subsidiária de seguros ERGO.

No comunicado com os números preliminares, a companhia germânica recorda que, por causa do impacto da pandemia e da incerteza resultante da crise, optou (em março passado) pela suspensão do programa de recompra de capital (share buy-back por um montante de 1000 milhões de euros, entre 2020 e 2021).

Agora, três meses depois, a instituição afirma que tem identificado “oportunidades favoráveis” de crescimento orgânico e inorgânico. Assim, reafirmando que segue com capitalização robusta, a companhia desiste em definitivo do programa de recompra de papel por forma a manter uma gestão ativa das disponibilidades de capital.

A apresentação do balanço definitivo sobre o trimestre encerrado em junho está agendada para 6 de agosto.

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