Hotelaria pede transportes públicos gratuitos a Lisboa para impulsionar turismo

transportes públicos gratuitos até março, vouchers de 50 euros e entradas à borla em espaços culturais são algumas das medidas propostas pelo setor hoteleiro para fomentar o turismo na capital.

A associação que representa o setor hoteleiro propôs à Câmara de Lisboa (CML) um conjunto de novas medidas para fomentar o turismo nacional. Entre as propostas estão vouchers de 50 euros, transportes públicos gratuitos até março de 2021 e entradas gratuitas em todos os espaços culturais.

“As medidas apresentadas são orientadas para dois eixos: promoção turística e serviços municipais, rendas, taxas/tarifas e impostos municipais”, refere a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em comunicado enviado esta segunda-feira. Assim, a pedido da autarquia, foram enviadas quatro propostas:

  • Organizar fam trips personalizadas e altamente qualificadas” com os jornalistas que vierem acompanhar a final da Champions, em Lisboa;
  • Atribuir um voucher de 50 euros por pessoa para estadias mínimas de três noites em estabelecimentos hoteleiros e alojamento local. Este voucher poderá ser usado em estadias, equipamentos culturais, restaurantes, casas de fado, adegas, atividades de animação turística, etc.;
  • Tornar os transportes públicos gratuitos até março de 2021 para residentes, trabalhadores e turistas hospedados em empreendimentos turísticos e alojamento local durante o período da estadia;
  • Isentar os hóspedes dos empreendimentos turísticos e alojamento local do pagamento de entradas em todos os espaços culturais e equipamentos geridos pela Câmara de Lisboa até março de 2021;
  • Reforçar a alocação das verbas de promoção da Associação de Turismo de Lisboa, de forma a “contribuir para colocar Lisboa no top of mind das escolhas de indecisos de última hora e de público em geral que adiou a o projeto de viagem”.

“As medidas que venham a ser implementadas devem ser orientadas quer para o apoio à sobrevivência das empresas, como estimulo ao turismo interno e espanhol no que resta do verão e outono, mas também como medidas de mais longo alcance, para a retoma progressiva do setor”, diz Raúl Martins, presidente da AHP, acrescentando que “sem empresas não haverá seguramente retoma do turismo”.

A associação nota que estas medidas são dirigidas à Câmara de Lisboa, que as pediu, “mas são suscetíveis de ser seguidas por outros municípios, especialmente aqueles que cobram taxas turísticas”. No mesmo documento, a AHP recorda que as empresas hoteleiras “estão entre as que pagam mais taxas e impostos às cidades”, “pelo que é chegado o momento dos municípios estarem ao lado de quem os tem ajudado ao longo dos anos”.

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