Ranking: 20 maiores corretoras de seguros em Portugal crescem lucros em 37%

  • ECO Seguros
  • 28 Julho 2020

MDS reforçou liderança entre as corretoras a atuar em Portugal durante o ano passado. As 20 maiores cresceram acima do mercado em receitas e resultados líquidos. Significam 20% dos seguros vendidos.

As 20 maiores corretoras de seguros portuguesas aumentaram em 12% os seus negócios em 2019 face ao ano anterior e cresceram os resultados líquidos em 37%. Poucas alterações existiram no ranking, apenas uma troca nas 8ª e 9ª posições entre a FRego e da Melior, a nova designação da Atlas, e da perda de três posições da Empremedia, a corretora do Grupo Navigator. A Verspieren, multinacional familiar francesa, surge em 11º lugar depois da troca de designação a partir da Mediator e posterior integração da Credite EGS.

O volume de negócios das 20 maiores aumentou muito acima do setor. No total a produção das companhias de seguros baixou 5,8% em 2019 relativamente a 2018, com o ramo Vida a descer 13,9% e os ramos Não Vida a subir 8%. As 20 maiores corretoras cresceram os seus negócios em 12%, muito acima do mercado, mesmo no setor Não Vida, em que este tipo de distribuidora de seguros melhor atua.

De facto, segundo dados de 2018 da associação setorial APS, os corretores de seguros pesam apenas 1,6% na produção do ramo Vida onde os bancos são o canal de distribuição mais importante. Já nos ramos Não Vida os corretores são responsáveis por cerca de 20% das vendas, apenas sendo ultrapassados pelos mediadores não ligados a seguradoras que vendem 57% dos seguros.

Existem 69 corretoras de seguros licenciadas pela ASF. Estas praticam um tipo de mediação mais exigente do ponto de vista técnico e financeiro que um agente e, tal como os mediadores não ligados a companhias de seguros, precisam de ser e parecer totalmente independente dos interesses das companhias de seguros, estando o seu foco absoluto nos tomadores de seguro que procuram as coberturas mais adequadas, nas melhores condições e aos melhores preços.

As receitas dos corretores são provenientes essencialmente das comissões cobradas às seguradoras pelos prémios dos seus clientes, bem como honorários por estudos diversos, como os seguintes a sinistros dos seus segurados. Nesse sentido é-lhes exigido um nível de serviço elevado, sempre do lado do segurado, na negociação da apólice e na regularização de sinistros.

Para efeitos deste ranking consideraram-se as receitas brutas, embora o nível de receitas líquidas, que resultam de descontar as comissões cedidas a terceiros, sejam um bom aferidor da efetiva capacidade interna das empresas em gerar negócio.

Quanto a resultados líquidos de 2019 os valores foram muito significativos a começar pela MDS, líder deste mercado, que mais que triplicou os seus resultados líquidos para 1,67 milhões de euros. Ainda a esta escala a Marsh Portugal aumentou os seus lucros em 216% e a Diagonal, a corretora do grupo transportador Luís Simões quase quadruplicou os resultados, embora partindo de uma base relativamente baixa.

A Sabseg manteve a segunda posição no ranking com mais firmeza crescendo negócios em 17% enquanto AON e Marsh subiram 11% e 16%, respetivamente. Em relação a posições no ranking, se a nível internacional a aquisição da Willis Towers Watson pela AON resultará na maior corretora do mundo, em Portugal se acontecer a junção das duas filiais, esta será – a níveis atuais de atividade – a terceira maior seguradora no ranking nacional.

No top 10 das corretoras o destaque vai ainda para a Luso Atlântica que apesar de uma subida de acordo com o setor apresentou uma queda de lucros de 8%, a Villas Boas ACP que tal como a Costa Duarte, cresceram mais nos resultados que em receitas.

Na segunda metade da tabela, houve registos de crescimentos de receitas e lucros acima da média das TOP20 na Corbroker, João Mata, Seguramos, Sosel, Universalis, Cegrel e Diagonal. A Secose termina a listagem com uma mais que duplicação de resultados líquidos para uma ligeira quebra de faturação.

A lista das top20 corretoras em Portugal é como segue apresentando o valor em euros do volume de negócios e dos resultados líquidos bem como a variação percentual relativamente a 2018.

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