Risco climático: Allianz e gigantes globais aliam-se em plataforma de código aberto

  • ECO Seguros
  • 9 Setembro 2020

A Fundação Linux, consagrada pelo desenvolvimento do ecossistema de código aberto, lidera um novo impulso global para aproveitar IA e dados em "open source" na prevenção do risco climático.

Liderado pela Fundação Linux, uma organização não lucrativa, o projeto LF Climate Finance Foundation (LFCF) tem como objetivo capacitar investidores, bancos, seguradoras, empresas, governos, ONG, e academia para a utilização da análise em código aberto, enriquecida com AI para enfrentar as ameaças financeiras das alterações climáticas.

Além da Allianz, a iniciativa já mobilizou outras empresas como Amazon, Microsoft e a S&P Global no objetivo comum de aproveitar o potencial da inteligência artificial (IA), recursos open source (código aberto) e análise de dados para ajudar a gerir melhor os riscos climáticos e tirar partido das oportunidades oferecidas pela transição para a descarbonização (net zero), uma meta comummente assumida para 2050.

Evitar que o aquecimento global atinja níveis catastróficos e assegurar a resiliência “exigirá pelo menos 1,2 biliões de dólares a mais de financiamento de soluções climáticas por ano,” adverte a Fundação num comunicado.

Para responder ao risco global, o projeto tem a ambição de estabelecer uma plataforma de dados climáticos de fonte aberta – designada OS-Climate – que consiste na construção de múltiplos cenários de risco físico e económico, uma espécie de data commons global e aberta com modelos financeiros e económicos. Municiados com o potencial dos dados melhorados, os parceiros do projeto irão colaborar no desenvolvimento de ferramentas analíticas preditivas e produtos de investimento “que gerem o risco climático e financiam soluções climáticas em todas as geografias, setores e classes de ativos“, acrescenta a Linux Foundation.

A análise open source e os dados climáticos abertos são uma forma muito promissora de auxiliar a indústria financeira a trabalhar com as empresas participadas na transição para a neutralidade de carbono”, afirma Claus Stickler, diretor geral e co-lead da Allianz Investment Management SE, citado no comunicado.

“Há um claro apelo dos principais fundos de pensões, bancos, governos e sociedade civil para o acesso público aos dados climáticos corporativos e outros dados necessários para o financiamento para apoiar os objetivos do Acordo de Paris, bem como para melhores ferramentas para informar as decisões financeiras”, afirma Truman Semans, que liderou a mobilização para o lançamento da plataforma OS-Climate.

A equipa de planeamento da Fundação na iniciativa inclui também representantes de grupos de defesa ambiental como a WWF, Ceres, e o Sustainable Accounting Standards Board (SASB) que, espera-se, desempenhem todos um papel fundamental na ajuda à identificação de empresas, infraestruturas e projetos de capital alinhados com o clima, complementa a LFCF.

“O custo e a complexidade da análise dos investimentos relacionados com o clima exigem uma colaboração altamente organizada e a partilha de recursos entre centenas de utilizadores e contribuintes”, explicou, por seu lado, Jim Zemlin, diretor executivo da Fundação Linux. “A LF Climate Finance Foundation permitirá uma governação neutra, custos de desenvolvimento partilhados e liderança técnica de muitas das principais instituições financeiras mundiais, organizações multilaterais, academias, governos e ONG,” reforçou.

De acordo com a Fundação, prevê-se que investidores e bancos possam vir a utilizar a plataforma para analisar carteiras e investimentos individuais de modo a auxiliar na deteção de riscos climáticos, enquanto os governos também poderiam utilizá-la para identificar investimentos em infraestruturas mais resistentes e desenvolver políticas e regulamentos eficazes.

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