Lloyd’s perde 440 milhões no primeiro semestre sob impacto da pandemia

  • ECO Seguros
  • 10 Setembro 2020

A operadora global de seguro e resseguro registou uma quebra próxima de 120% no resultado antes de impostos, refletindo 2,4 mil milhões de libras esterlinas em perdas relacionadas com a pandemia.

A Lloyd’s, referência histórica e global da indústria e também operadora no mercado de seguros e resseguros, apurou um prejuízo bruto de 400 milhões de libras esterlinas (cerca de 440 milhões de euros antes de impostos) nos primeiros seis meses de 2020, um desempenho que contrasta com lucros de 2,3 mil milhões de libra esterlinas em idêntico período de 2019.

O balanço que a companhia acaba de anunciar reflete perdas de 2,4 mil milhões libras (mais de 2,6 mil milhões de euros ao câmbio do dia) relacionadas com a pandemia (Covid-19), um impacto negativo que explica o prejuízo assumido e representa 18,7% do rácio combinado apurado pela companhia do mercado londrino, o qual desequilibrou para 110,4% (98,8% em junho de 2019).

No comunicado, a Lloyd’s indica que prevê desembolsar, no conjunto do exercício fiscal, 5 000 milhões de libras esterlinas em compensações de sinistros relacionados com a Covid-19.

Excluindo a perdas ligadas à Covid-19, o indicador de eficiência melhorou “significativamente” para 91,7%, face aos 98,8% do rácio combinado calculado em junho de 2019. Comentando os números, John Neal, CEO do Lloyd’s referiu-se a um período “extraordinariamente desafiante”, devido aos efeitos do impacto global da pandemia, mas salientou que a abordagem robusta e os remédios adotados na gestão da crise “já começam a ser visíveis nas métricas de desempenho da atividade subjacente”.

Excluindo o efeito das perdas decorrentes da Covid-19, a atividade de subscrição do Lloyd’s gerou lucros a rondar 1000 milhões de libras, nota o comunicado.

Entre os indicadores revelados pela companhia, o volume bruto de prémios totalizou 20 mil milhões de libras, contra 19,7 mil milhões um ano antes, enquanto a receita de investimento (900 milhões de libras) proporcionou retorno de 1,2%, contra 2,3 mil milhões e 3,2% em taxa de rentabilidade em igual período de 2019.

Os recursos líquidos da companhia progrediram cerca de 7%, até aos 32,8 mil milhões de libras no fecho do semestre, enquanto o rácio de solvência elevou-se aos 250%, revigorado face aos 238% calculados em dezembro de 2019.

A Lloyd’s, enquanto operadora de mercado e subscritora de riscos, e a Corporation of Lloyd’s (gestora do icónico hub londrino de seguros) são marcas da Society of Lloyd’s, entidade matriz que detém e explora a franquia Lloyd’s of London, assegura a infraestrutura normativa (que enquadra e orienta sindicatos, MGAs e outros operadores registados) e responde por outros aspetos institucionais relacionados, por exemplo, com o acesso e funcionamento do Lloyd’s of London em termos globais.

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