Nova Zelândia tem 2000 reclamações por pagar 10 anos após sismo de Christchurch

  • ECO Seguros
  • 14 Setembro 2020

De todos os terramotos e sismos dos últimos 40 anos, a tragédia de Fukushima, no Japão, foi o único desastre que superou o sismo neozelandês em valor de danos segurados.

Quase uma década passada sobre o terramoto que abalou parte da Nova Zelândia, o país está ainda a pagar indemnizações, faltando resolver cerca de 2000 reclamações de compensações de seguro pela tragédia que assolou Canterbury, Lyttelton e, com balanço mais fatal, atingiu a cidade Christchurch.

Além das 185 vítimas mortais então contabilizadas, a catástrofe – segundo números atribuídos à Munich Re com base em cálculos realizados na altura – causou perdas materiais estimadas em 24 mil milhões de dólares dos EUA, dos quais 16 mil milhões em danos segurados. O evento mantém-se como o segundo mais oneroso entre as 10 catástrofes (sismos e tsunamis) que mais custaram à indústria de seguros entre 1980 e 2017, aponta estatística do Instituto Internacional de Seguros (III na sigla anglo-saxónica).

De acordo com os dados compilados pelo III, só a catástrofe de Fukushima (Japão), originada por fortíssimo sismo seguido de tsunami que devastou partes da Ásia, gerou impacto mais pesado para a indústria do que o evento natural que causou a tragédia neozelandesa. O abalo que produziu tsunami (março de 2011, no Japão), fez 15 880 mortos e teve impacto económico de 210 mil milhões de dólares, dos quais 40 mil milhões foram danos segurados.

Nuvem de pó produzida pelo sismo no centro da cidade de Christchurch, fevereiro 2011. Fonte: página oficial da Nova Zelândia


Na catástrofe da Nova
Zelandia, a série de abalos geofísicos teve início em setembro de 2010, com um tremor de 7.1 de intensidade (em Darfield), com réplicas que se prolongaram por meses até ao sismo de fevereiro de 2011 (intensidade de 6.3 e epicentro a 10 quilómetros da cidade de Christchurch), de magnitude inferior ao de seis meses antes – mas mais destruidor por causa das falhas geológicas existentes na região -, causou perto de duas centenas de mortos, milhares de feridos e destruição material de infraestruturas e edifícios.

Referenciado como o sismo de Christchurch, na região de Canterbury, o desastre (a meio do dia 22 de fevereiro de 2011) originou um dos maiores e mais complexos processos de reclamações de seguro na história da indústria.

Números do Conselho Neozelandês de Seguros (ICNZ) indicam que as companhias que operam no negócio P&C (propriedade e danos) já pagaram 22,14 mil milhões de dólares neozelandeses, para resolver 168681 reclamações, ao que acrescem outros 10 mil milhões desembolsados por um fundo governamental gerido pela Earthquake Commission, da Nova Zelândia. À taxa de câmbio corrente, o montante combinado de indemnizações pagas ascende a mais de 18 mil milhões de euros.

Do total de processos de compensação, cerca de 2000 pedidos de indemnização, identificados com sendo apólices de linhas comerciais (531 das quais associadas a danos de propriedade), ainda estão por resolver uma década depois da catástrofe, detalha notícia do site Insurance Asia News.

A Earthquake Commission renovou, em junho, o seu programa de resseguro até aos 6,2 mil milhões de dólares neozelandezes, no qual participam mais de 70 resseguradoras.

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