Euronext em negociações exclusivas para compra da bolsa de Itália

Operação deverá ser realizada através de um aumento de capital da Euronext a subscrever pela CDP Equity e do Intesa Sanpaolo.

A Euronext está mais próxima de comprar a bolsa de Itália, deixando para trás as ofertas concorrentes da Deutsche Boerse e da suíça Six. A plataforma que integra a bolsa portuguesa, em conjunto com o fundo de investimento CDP Equity e o Intesa Sanpaolo, anunciou que está em negociações exclusivas com a bolsa de Londres com vista à aquisição da praça bolsista sedeada em Milão. O anúncio foi feito pela Euronext em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta sexta-feira.

“A Euronext e a CDP Equity (100% detida pela Cassa Depositi e Prestiti) confirmam que entraram em conversações exclusivas com o grupo London Stock Exchange para comprar o grupo Borsa Italiana, juntamente com o Intesa Sanpaolo”, refere o comunicado, onde é salientado contudo que “não há certeza de que isto vá levar a uma transação”.

A concretizar-se, o negócio criaria “um operador líder nos mercados de capitais da Europa continental” adianta a Euronext, que acrescenta ainda que a bolsa italiana “tornar-se-ia o maior contribuinte em termos de receitas para o grupo Euronext”, que para além da bolsa de Lisboa integra ainda as praças de Amesterdão, Bruxelas, Paris, Dublin e Oslo.

Relativamente aos termos das negociações que estão a decorrer, é esclarecido que está previsto que a entrada da CDP Equity e do Intesa Sanpaolo ocorra através da subscrição de um aumento de capital, “com o CDPE a adquirir uma posição em linha com as detidas pelos maiores acionistas de referência da Euronext e ficando com um representante do conselho de supervisão da Euronext”. Um segundo candidato italiano será ainda proposto para membro independente do conselho de supervisão e escolhido para chairman do grupo.

“A Bolsa Italiana manteria as suas funções, estrutura e relacionamentos atuais dentro do ecossistema italiano e preservaria sua identidade e pontos fortes italianos”, esclarece ainda a Euronext.

De salientar que a Bolsa de Londres foi obrigada a vender a bolsa de Milão como parte integrante dos “remédios” regulatórios para poder comprar a plataforma de dados Refinitiv, detida em 45% pela Thomson Reuters.

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