Fundo Horizon compra 50% do hospital de Loures à Mota-Engil

O fundo de Sérgio Monteiro e Pires de Lima entrou no negócio das infraestruturas de saúde. Além do Beatriz Ângelo, comprou também 40% de hospital nos Açores. Operação avaliada em 75 milhões.

O fundo Horizon Equity Partners, criado em 2017 por António Pires de Lima e Sérgio Monteiro, fechou a compra de 50% da sociedade que construiu e controla o Hospital Beatriz Ângelo (Loures) e 40% do capital do Hospital de Santos Espírito da Ilha Terceira (Açores), ao grupo Mota-Engil, um negócio da ordem dos 75 milhões de euros (dívida incluída), dos quais 21 milhões de capital (equity).

De acordo com duas fontes contactadas pelo ECO, as negociações decorreram nos últimos quatro meses e acabaram por ser fechadas no início desta semana. Em ambas as operações, os contratos de parceria daquelas duas infraestruturas prolongam-se até 2039.

Segundo a informação oficial que consta do site da Mota-Engil, o Hospital de Loures está em funcionamento desde 2012, levou cerca de dois a ser construído, e participa num contrato de parceria entre o Estado Português, a SGHL – Sociedade Gestora do Hospital de Loures. Além da Mota-engil, a Sociedade Gestora do Edifício tem como acionistas a Luz Saúde, o Novo Banco, a Opway e a Dalkia. Já no Hospital dos Açores, que também demorou dois anos a construir, o fundo Horizon ficará com 40%, havendo mais três acionistas, entre os quais o fundo Aberdeen, o grupo Marques e a Dalkia.

Com esta operação, o fundo Horizon já realizou quatro transações desde que foi lançado, em 2017. Entrou, primeiro, no consórcio para a compra das torres de telecomunicações da Altice, que acabaram por ser vendidas, depois, à Cellnex por 880 milhões de euros, e comprou o Campo Pequeno, também em consórcio com Álvaro Covões, ficando com a gestão do parque de estacionamento. Cada um deles corresponde, na prática, a um diferente nível de risco, sendo o dos hospitais o mais baixo.

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