Zurich patrocina reflorestação da Mata Atlântica do Brasil

  • ECO Seguros
  • 27 Setembro 2020

O patrocínio exclusivo do plano de reflorestação, com plantação de um milhão de árvores, incluindo uma por cada funcionário da seguradora, ajudará a restaurar a biodiversidade no litoral do Brasil.

O Zurich Insurance Group (Zurich) vai patrocinar um projeto de reflorestação sustentável e direcionado no Brasil para converter terras agrícolas estéreis em floresta nativa rica em vida vegetal e animal. A iniciativa reflete o reconhecimento pelo grupo suíço da importância de ecossistemas saudáveis na luta contra as alterações climáticas, uma vez que organismos internacionais vêm alertando sobre os efeitos devastadores da perda de biodiversidade.

O projeto de oito anos ajudará a restaurar a Mata Atlântica brasileira, no litoral, a ‘outra’ floresta tropical brasileira, plantando um milhão de árvores nativas cuidadosamente selecionadas em colaboração com o Instituto Terra, uma organização sem fins lucrativos. O objetivo faz parte do compromisso assumido no ano passado, quando a Zurich se tornou a primeira seguradora a assinar o compromisso de 1,5°C do “Business Ambition,” um compromisso do mundo empresarial no quadro das Nações Unidas, afirma a seguradora suíça que plantará, por sua conta, 55 mil árvoras de espécies nativas no bioma brasileiro, uma por cada um dos seus colaboradores. As restantes 945 serão preferencialmente oportunidades colocadas à disposição de novos segurados da companhia.

As florestas saudáveis baseadas em espécies nativas ajudam a evitar “desertos verdes” ou plantações de monoculturas que não podem suportar ecossistemas funcionais, observa a empresa em comunicado.

“A plantação de árvores pode ser uma ferramenta poderosa para travar as alterações climáticas e preservar a variedade de animais, plantas e ecossistemas que temos no nosso planeta”, disse Alison Martin, citado no comunicado da companhia. “Com este projeto, estamos a contribuir para um aspeto da mitigação das alterações climáticas que é frequentemente negligenciado: a biodiversidade,” afirma o CEO da Zurique para a região EMEA e Distribuição bancária.

“A reflorestação bem-sucedida requer planeamento, gestão e empenho. Durante os próximos oito anos, queremos inspirar os colegas, clientes e comunidades locais a reconhecerem ainda mais a importância da biodiversidade,” realça. “Nem sempre se trata de quantas árvores se plantam, mas da sua qualidade e capacidade de suportar outras formas de vida,” nota Alison Martin.

No mesmo comunicado, a Zurich defende a necessidade crescente de abordar as alterações climáticas relacionadas com a perda de biodiversidade. Estas duas componentes “reforçam-se mutuamente à medida que o número de espécies animais e vegetais diminui mais rapidamente do que nunca”.

Configuração geográfica da Mata Atlântica, Brasil

A diversidade dentro e entre espécies e ecossistemas é fundamental para enfrentar as alterações climáticas, a segurança alimentar a longo prazo, bem como para prevenir futuras pandemias, de acordo com a Perspetiva Global de Biodiversidade das Nações Unidas (ONU) para 2020, refere ainda a seguradora.

A Mata Atlântica, um dos grandes biomas do Brasil, tem características semelhantes às da floresta amazónica. Pressionada desde os tempos dos Descobrimentos (ciclo do ouro e do açúcar), ocupava originalmente 12% do território brasileiro.

Com extensão atual reduzida a 5% do mapa do Brasil, a exploração de recursos naturais e o posicionamento geográfico virado ao Atlântico levou a que mais de dois terços da população humana do Brasil se fixasse na área originalmente ocupada por este bioma. As maiores cidades e polos industriais do país também se distribuíram ao longo dessa extensa faixa de território.

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