BRANDS' ECO Cultura organizacional – quando as pessoas importam

  • BRANDS' PESSOAS
  • 28 Setembro 2020

Maristela Abreu, Consultora Senior EY, People Advisory Services, explica qual deve ser o foco principal da cultura organizacional e do líder transformacional, sobretudo em tempos de crise.

As empresas são constituídas essencialmente por pessoas. São elas os elementos fundamentais, capazes de viabilizar a prosperidade de uma organização. Por terem um impacto tão significativo no contexto empresarial, é essencial que as pessoas – os trabalhadores – estejam constantemente alinhados com a missão, visão, e principalmente os valores da organização, de forma a que os resultados sejam alcançados de forma colaborativa e que sejam positivos para ambas as partes!

A cultura organizacional é uma expressão muito comum, mas ainda não está devidamente incorporada de forma transversal nas organizações. Ainda encontramos casos em que os fatores que conduzem uma organização ao crescimento e reconhecimento, são limitados na sua ação, na sua criatividade, na sua capacidade de colaboração e vagamente considerados como “recursos”.

É fundamental não nos esquecemos que o foco, especialmente em tempos de crise, ou neste tempo de pandemia e instabilidade, deve ser direcionado (mais uma vez) às pessoas.

A cultura organizacional é considerada a identidade, ou seja, o ADN duma determinada empresa. Este ADN consiste, por um lado, nos princípios e comportamentos demonstrados e, por outro lado, é composto por valores corporativos, normas e regras. Esta cultura revela-se, quotidianamente, nos comportamentos dos trabalhadores – são estes que influenciam o crescimento e o atingir dos objetivos definidos pela estratégia. Para que esta influência seja positiva, os colaboradores devem ser incentivados e motivados. Trabalhar num ambiente em que não tenham medo de errar e possam apostar no desempenho contínuo e nas suas ideias. É ainda muito importante ter líderes comprometidos, motivados e inspiradores, que fomentem o colocar dessas ideias em prática. Desta forma, os trabalhadores sentem que é uma mais valia construir as suas carreias na respetiva organização – investir em si e na empresa será um sinónimo.

Para além do desenvolvimento individual, é importante pensar também no alinhamento da estratégia. Uma cultura organizacional sólida passa por reforços de comportamentos a serem realizados nos momentos-chave, que promovam a consolidação ou a transformação da cultura desejada no contexto organizacional. Estes momentos devem seguir e reforçar a estratégia – servindo como alavancas e como catalisadores.

O papel do líder transformacional é ser o principal promotor da cultura organizacional, uma vez que está em contato direto com os stakeholders e é um dos grandes responsáveis por transmitir a visão e os valores da empresa à sua equipa. É também responsável por dar o exemplo, com o seu próprio comportamento. A orientação do líder permite direcionar os comportamentos dos colaboradores, para que sua conduta dentro da organização seja alinhada com a cultura, mantendo o respeito pela individualidade de cada elemento, sabendo que da diversidade virá uma maior capacidade.

O papel do líder no contexto de cultura organizacional é de conduzir as equipas de trabalho no sentido de orientá-las ao alcance dos objetivos traçados pela empresa, mas sem esquecer de que é necessário valorizar cada um dos colaboradores que contribui para este objetivo.

As empresas são constituídas fundamentalmente por pessoas. Uma cultura organizacional positiva e estrategicamente válida tem de ter como foco o seu elemento fundamental.

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (convites, newsletters, estudos, etc), por favor clique aqui.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Cultura organizacional – quando as pessoas importam

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião