Mário Ferreira apresenta queixa na ERC contra a Cofina

  • ECO e Lusa
  • 28 Setembro 2020

Empresário que detém cerca de 30% da Media Capital acusa a dona do Correio da Manhã de "tentativa de manipulação de mercados", com o objetivo de afastar investidores e comprar a TVI ao desbarato.

O empresário Mário Ferreira apresentou esta segunda-feira uma queixa na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) contra a Cofina, dona do Correio da Manhã, Jornal de Negócios e Sábado, por causa da sucessão de notícias sobre a sua entrada como acionista na Media Capital. “Ao longo de meses temos sido vítimas de ataques, notícias do grupo Cofina e das suas diversas publicações, que são mais já de 250 e essas só relacionadas à minha pessoa, para não falar sobre as notícias da Media Capital. Temos estado em silêncio, optámos por isso, respeitando as competências do regulador para ver se teriam alguma intervenção“, disse o empresário em declarações à TSF.

O empresário controla cerca de 30% da Media Capital, a empresa dona da TVI. À TSF, Mário Ferreira afirmou que a Cofina tem como objetivo “condicionar decisões da ERC e CMVM“, porque “os acionistas da Cofina querem ainda, em total desespero, comprar o remanescente das ações da Prisa”, que detém a Media Capital. Os espanhóis, recorde-se, assinaram contratos-promessa de venda de cerca de 65% do capital da companhia em blocos independentes a um conjunto de investidores e espera-se agora a aprovação dos credores da própria Prisa ao negócio.

Em 21 de julho, fonte oficial da CMVM disse à Lusa que este organismo está a analisar a relação entre a Prisa, que controlava a Media Capital através da Vertix, e a Pluris, e o impacto na estrutura de controlo da Media Capital. Também a ERC informou que está a analisar as mudanças na estrutura acionista da TVI.

Já depois, à agência Lusa, Mário Ferreira acrescentou que a Cofina, que controla jornais como o Correio da Manhã, o Jornal de Negócios e o Record, tem um objetivo: “há uma clara perseguição e tentativa de manipulação dos mercados, com o objetivo de baixar preço, afastar potenciais investidores e comprar ao desbarato”.

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