Petróleo afunda 5% com mais oferta da OPEP

A matéria-prima cede face ao aumento dos casos de coronavírus em todo o mundo, o que degrada as perspetivas para a procura, mas também perante a subida da produção pela OPEP no último mês.

As cotações do petróleo estão sobre pressão esta quinta-feira, com o barril do crude norte-americano a tombar mais de 5%. A matéria-prima cede face ao aumento dos casos de coronavírus em todo o mundo, o que degrada as perspetivas para a procura, mas também perante a subida da produção pela OPEP no último mês.

A cotação do barril de crude cai 5,1%, para os 38,3 dólares em Nova Iorque, enquanto o brent recua 1,22%, para os 40,45 dólares, em Londres.

“Ficou evidente que o vírus não foi contido. As taxas de infeção estão a subir, o número global de mortes ultrapassou a marca de 1 milhão e o mundo está a tornar-se cada vez mais um lugar sombrio”, disse o analista da PVM Oil Tamas Varga, citado pela Reuters, justificando assim em parte o rumo descendente das cotações do “ouro negro”.

Evolução da cotação do barril de brent

O aumento da oferta de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) também pesa no mercado, com a produção em setembro a ficar 160 mil barris por dia (bpd) acima do registado em agosto, revela uma sondagem da Reuters.

O acréscimo deveu-se em grande parte devido ao aumento da oferta da Líbia e do Irão, ambos isentos de um pacto de fornecimento de petróleo entre a OPEP e aliados liderados pela Rússia, grupo conhecido como OPEP +.

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